Queda do turismo em Chipre chega a 40%, mas sinais de recuperação iluminam Agia Napa
Turismo em Chipre caiu até 40% entre abril e maio, mas Agia Napa mostra sinais de recuperação com voos britânicos quase lotados.
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Queda do turismo em Chipre chega a 40%, mas sinais de recuperação iluminam Agia Napa
Ciao, viajante — trago notícias diretamente das margens ensolaradas do Mediterrâneo. Em Chipre, o fluxo de visitantes sofreu um recuo notável entre abril e os primeiros dias de maio, com estimativas apontando para uma queda entre 30% e 40%. Andiamo a descobrir o que isso significa para a vibrante Agia Napa e como a ilha começa, pouco a pouco, a reencontrar seu pulso turístico.
Na praia e nas ruas de Agia Napa, a diferença é palpável: bares, restaurantes e passeios de barco, que no ano passado transbordavam, mostram agora movimentos mais contidos. Sukan Samnice, operador local de aluguer de embarcações, resume com franqueza: “Normalmente, os barcos, os hotéis e os restaurantes estão muito movimentados nesta altura do ano. No ano passado, todos os hotéis estavam lotados por esta altura. Este ano... o número de visitantes diminuiu cerca de 30 a 40%”.
O presidente da Câmara de Agia Napa, Christos Zannetou, atribui grande parte dessa retração ao cenário de tensão no Médio Oriente, mas traz uma nota de esperança: os visitantes estão gradualmente a perceber que Chipre permanece um destino seguro. “Em comparação com o ano passado, a mobilidade registou uma queda de cerca de 35 a 40%. No entanto, esta diferença está a diminuir dia após dia. Lembrando que 2025 foi a melhor época turística desde 2019, por isso qualquer comparação deve ter isso em conta. Nas últimas duas semanas, começámos a ver sinais de recuperação”, afirmou Zannetou.
Os números confirmam essa mistura de cautela e recuperação. A gestão aeroportuária Hermes Airports reportou uma diminuição de 16% nas chegadas em abril face a abril de 2025 — aproximadamente 95.000 passageiros a menos — com uma taxa média de ocupação dos aviões de 76%. Ao mesmo tempo, os voos vindos do Reino Unido em maio apresentam uma taxa de ocupação elevada, cerca de 92%, sinalizando uma retomada da procura.
Entre os que já chegaram, a serenidade prevalece: turistas saboreiam o sol, a água translúcida e o perfume dos pinhais, entregando-se ao Dolce Far Niente. Um visitante polaco contou que a escolha por Chipre foi pelo clima e pelas paisagens que até o inspiraram a pintar aguarelas. Klaus, um alemão, partilha admiração e preocupação: “Gostamos muito disto aqui. Infelizmente, a situação global está bastante tensa... esperamos que a paz prevaleça.”
Para os empresários locais, a mensagem é dupla: reconhecer a queda e preparar o retorno. Há um convite implícito — quase uma promessa feita entre copos de vinho e o vento do mar — para que os viajantes voltem a descobrir as enseadas escondidas, a luz dourada sobre as muralhas antigas e a textura do tempo nas ruelas de Agia Napa. Como curadora que ama contar histórias, digo: venha provar a história de Chipre com calma, sentir seus sabores e ouvir seus segredos. Andiamo — a ilha está a abrir-se novamente.