Citlali Fabián é eleita Fotógrafa do Ano 2026 no Sony World Photography Awards
Citlali Fabián, da comunidade Yalalteca, é eleita Fotógrafa do Ano 2026 no Sony World Photography Awards com a série Stories of my Sisters.
RESUMO ✦
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Citlali Fabián é eleita Fotógrafa do Ano 2026 no Sony World Photography Awards
Ciao, viajante curioso — aqui é Erica Santini, trazendo uma notícia que é como um aperitivo cultural: quente, sincero e cheio de aroma. Em Londres, os Sony World Photography Awards anunciaram o grande vencedor de 2026: a mexicana Citlali Fabián, artista originária da comunidade indígena Yalalteca e atualmente radicada em Londres, foi coroada Fotógrafa do Ano 2026.
Com um olhar que nos convida a saborear a história, Citlali Fabián apresenta a série Stories of my Sisters, um conjunto de retratos que mapeia identidades ligadas ao território, à migração e aos laços comunitários. As imagens são janelas: deixam sentir a luz dourada de Oaxaca, a textura do tempo nas paredes e o pulsar coletivo de mulheres que transformam suas aldeias em espaços de luta e criação.
As protagonistas desses retratos são mulheres‑símbolo das comunidades indígenas de Oaxaca, cujo trabalho social gerou impacto em áreas tão diversas quanto o direito, a linguística, a arte e a ecologia. Cada rosto é um capítulo de resistência e cuidado — um convite sensorial para ouvir vozes que muitas vezes permanecem à margem, agora ofertadas com dignidade e presença.
A premiação, realizada em Londres, concedeu à artista um prêmio em dinheiro de 25.000 dólares, um kit de equipamentos de Digital Imaging da Sony e a oportunidade de realizar uma exposição individual na mostra dos Sony World Photography Awards 2027. É um reconhecimento que abre portas e cria palcos para narrativas que merecem ecoar globalmente.
Comentando o projeto vencedor, Monica Allende, presidente do júri da categoria Professional 2026, destacou que o trabalho de Citlali Fabián "reflete questões urgentes de visibilidade e representação". Em muitas culturas indígenas, explicou Allende, as histórias se constroem coletivamente — e a fotografia de Citlali traduz essa coletividade, oferecendo faces e nomes onde antes havia apenas ecos.
Como curadora de memórias e experiências, sinto a profundidade desse prêmio: é mais que um troféu, é um gesto de reconhecimento às raízes, às trajetórias de migração e ao poder comunitário. Andiamo — que essas imagens circulem, que nos permitam aprender com o cuidado e a sabedoria das mulheres de Oaxaca, e que a arte continue a ser ponte entre mundos.
Para quem ama fotografia, cultura e histórias que tocam o íntimo, a vitória de Citlali Fabián é um convite a olhar com atenção e sensibilidade: a perceber o perfume das tradições, a textura das memórias e a música silenciosa das imagens que falam mais alto que palavras.