Governo dos EUA elimina caução de visto de até 15.000 dólares para adeptos do Mundial 2026

Governo dos EUA dispensa caução de visto de até 15.000 dólares para adeptos elegíveis do Mundial 2026 que compraram bilhetes oficiais da FIFA.

Governo dos EUA elimina caução de visto de até 15.000 dólares para adeptos do Mundial 2026

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Governo dos EUA elimina caução de visto de até 15.000 dólares para adeptos do Mundial 2026

Por Erica Santini — Ciao, viajante. Uma boa nova que cheira a verão e a estádio: o governo dos EUA anunciou a dispensa da polémica caução de visto que podia chegar a 15.000 dólares (cerca de 12.800 euros) para adeptos elegíveis que vão assistir ao Mundial 2026. Para quem planeia saborear a magia do torneio, esta decisão pode transformar uma viagem sonhada num passeio mais leve, menos burocrático e mais acessível.

A medida beneficia torcedores de diversos países apurados que já adquiriram bilhetes oficiais da FIFA. Depois de meses de apreensão — entre regras de entrada rigorosas, custos crescentes e processos de visto demorados — a isenção alivia uma das maiores preocupações de quem pretendia atravessar o Atlântico para ver a festa do futebol.

Recorde-se que o Departamento de Estado norte-americano tinha imposto a obrigação da caução de visto no ano passado para um conjunto de cerca de 50 países, apontando taxas elevadas de permanência irregular após o término do visto e questões de segurança. Cinco desses países qualificaram-se para o torneio: Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia. Agora, cidadãos dessas nações que comprovem ter bilhetes legítimos da FIFA ficam isentos da caução. Jogadores, treinadores e parte das equipas técnicas já estavam anterioresmente dispensados.

Além disso, quem deixa de ter de pagar a caução pode recorrer ao FIFA Pass, o sistema lançado em novembro passado que agiliza marcações para entrevistas de visto, reduzindo esperas e incertezas — um verdadeiro passe rápido para os apaixonados pela bola.

O torneio, que começa a 11 de junho e será coorganizado pelos EUA, Canadá e México, promete ruas cheias de emoção, o perfume dos churrascos junto aos estádios e a textura do tempo nas fachadas das cidades anfitriãs. No entanto, nem todas as notícias são tão festivas: viajantes do Irão e do Haiti continuam proibidos de entrar nos EUA, apesar das seleções terem garantido vaga.

Críticos da administração Trump apontam que medidas mais duras de controlo migratório contrastam com a mensagem de união do futebol global. Organizações como a Amnistia Internacional e grupos de direitos civis emitiram um aviso de viagem para o Mundial, alertando sobre o clima político e as dificuldades que alguns visitantes podem enfrentar.

O sector do turismo também reagiu: a American Hotel and Lodging Association culpa barreiras de vistos e tensões geopolíticas por uma procura internacional mais fraca, traduzida em reservas hoteleiras para o torneio bem abaixo das expectativas iniciais. Ainda assim, para muitos adeptos agora isentos da caução, a estrada até aos estádios parece mais clara — e convida ao Dolce Far Niente entre um jogo e outro.

Andiamo: preparem as malas, guardem os bilhetes oficiais e deixem que o calor das arquibancadas e a luz dourada dos dias de verão lhes guiem a viagem. E que venham os goles de alegria, os cânticos e o abraço coletivo de quem viaja para celebrar o futebol.