Fim de semana das exposições: Dante Ferretti em Rimini e Luigi Spina em Capri

Exposições imperdíveis: Dante Ferretti em Rimini e Luigi Spina reimaginando a Grotta Azzurra em Capri. Cultura, cinema e fotografia em destaque.

Fim de semana das exposições: Dante Ferretti em Rimini e Luigi Spina em Capri

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Fim de semana das exposições: Dante Ferretti em Rimini e Luigi Spina em Capri

Ciao, viajante dos sentidos — sou Erica Santini e te convido a uma pausa onde arte e memória se encontram como num aperitivo à beira-mar. Neste primeiro fim de semana de agosto, duas propostas culturais prometem aquecer a alma: a visão cenográfica do premiado Dante Ferretti em Rimini e os cliques íntimos de Luigi Spina que reimaginam o ninfeo romano da Grotta Azzurra em Capri.

No coração de Rimini, no elegante Grand Hotel, abre ao público — de 3 de agosto a 3 de setembro — a mostra gratuita “Dante Ferretti. E la nave va”. Curada por Raffaele Curi e inserida no programa cultural “La Terrazza della Dolce Vita”, coordenado por Simona Ventura e Giovanni Terzi em sua sétima edição, a exposição é um tributo ao mestre riminese, tricampeão do Oscar.

Andiamo: a exposição traça o diálogo fértil entre Ferretti e o universo felliniano. Entre desenhos preparatórios, pinturas e bozzetti originais, o visitante pode navegar — como num set eterno — pelas criações ligadas a obras emblemáticas: E la nave va (1983), Prova d'orchestra, La Città delle Donne (1979), Ginger e Fred (1986) e La voce della Luna (1990). São fragmentos do processo criativo que revelam a genialidade de quem transforma cenários em poemas visuais, onde a luz e a matéria contam histórias de cinema.

Ao sul, na ilha que é poema, a Certosa di San Giacomo abre — de 31 de julho a 20 de dezembro — uma mostra que convida ao silêncio e à contemplação: os scatti poéticos de Luigi Spina reinterpretam o ninfeo romano da Grotta Azzurra. As fotografias não são apenas imagens; são mapas sensoriais: o brilho da água, o cheiro salgado que quase se pode sentir, a textura fria da pedra e a cadência do tempo engastada nas superfícies. Spina propõe uma releitura íntima e contemporânea desse relicário marinho — um convite ao Dolce Far Niente e à redescoberta.

Para quem busca um passeio cultural nesta época do ano, recomendo mergulhar nas duas experiências: em Rimini, a pompa e o teatro de Ferretti, onde o cinema encontra a escultura do espaço; em Capri, a pausa lírica de Spina, onde a fotografia transforma a memória em respiração. Dois olhares sobre a Itália — um contado em grandes cenários e outro em pequenos ecos visuais — que, juntos, compõem a sinfonia do nosso Bel Paese.

Se quiser, posso sugerir um roteiro sensorial para passar de Rimini a Capri, com paradas em trattorias secretas e mirantes onde a luz dourada pede um último espresso antes do pôr do sol. Alla prossima, e buon viaggio!