LACMA inaugura novo pavilhão David Geffen em Los Angeles — projetado para desorientar e encantar
LACMA inaugura pavilhão David Geffen em Los Angeles: arquitetura que desorienta e reflete a diversidade da cidade. 10.000 m² e 2.000 obras.
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LACMA inaugura novo pavilhão David Geffen em Los Angeles — projetado para desorientar e encantar
Ciao, viajante dos sentidos — aqui é Erica Santini, trazendo um segredo direto da cidade onde a luz parece pintada: Los Angeles revela um novo capítulo de sua história cultural. O LACMA (Los Angeles County Museum of Art) acaba de inaugurar um imponente pavilhão em vidro e concreto que se estende audacioso sobre a Wilshire Boulevard, logo ao lado do museu da Academy assinado por Renzo Piano, sob as colinas de Hollywood.
Foram duas décadas até que o projeto se materializasse. “Ci abbiamo messo 20 anni a finire il progetto. Ma Los Angeles ha finalmente il museo che merita e le somiglia”, disse o diretor Michael Govan ao apresentar as novas galerias. O edifício, batizado pelas doações generosas do magnata da música David Geffen — que concedeu US$150 milhões para obter a nomeação — nasce como uma reflexão arquitetônica sobre a cidade: fluida, diversa e em constante movimento.
Com cerca de 10.000 metros quadrados de galerias elevadas, banhadas pela luz californiana, o novo pavilhão abriga aproximadamente 2.000 obras das mais de 150 mil peças que compõem o acervo do LACMA. Desde a perspectiva das colinas ao norte até a vasta malha urbana ao sul, cada sala propõe um diálogo entre horizonte e interior, entre memória e contemporaneidade.
O adjetivo que circula entre arquitetos e curadores é intencionalmente provocador: o pavilhão foi descrito como “projetado para desorientar”. Não se trata de perder-se sem motivo, mas de ser convidado a perder pontos de referência rotineiros — a circulação se percorre como uma caminhada por bairros que se entrelaçam, e as vistas inesperadas funcionam como pequenas epifanias urbanas. A ideia, afirmou Govan, é que o museu seja “um espelho” da diversidade cultural de LA: sem hierarquias de rótulos, mas com fluxos, migrações e conexões.
Ao percorrer as galerias, o visitante encontra não só obras, mas atmosferas — o brilho do metal que lembra o sol sobre a avenida, o silêncio acolhedor de uma sala que guarda uma pintura antiga, o perfume abstrato de vernizes e história. É um convite ao Dolce Far Niente cultural: demorar, olhar de novo, permitir que a cidade se revele em camadas.
Além do simbolismo arquitetônico, a abertura do pavilhão tem um timing estratégico: Los Angeles se prepara para os Jogos Olímpicos de 2028 e quer mostrar ao mundo uma face que alia espetáculo e introspecção, turismo e sentido local. O novo espaço promete ser tanto destino para quem chega quanto redescoberta para os residentes, um lugar onde a arte funciona como mapa emocional.
Andiamo — se puder, deixe um tempinho extra no roteiro para se perder com prazer entre corredores banhados de luz e vistas cortadas pela cidade. O LACMA não só ocupa espaço físico sobre a Wilshire Boulevard, ele propõe uma nova maneira de ver Los Angeles, sendo espelho e labirinto, celebração e pergunta. Para os curiosos de plantão, um convite final: venha saborear a história e a contemporaneidade, uma exposição de sentidos em que cada sala é uma promissora descoberta.