Pablo Atchugarry em Roma: 'Scolpire la Luce' revela 55 esculturas que celebram a forma e a luz
Pablo Atchugarry ilumina Roma com 55 esculturas em mármore, bronze e madeira na GNAMC: 'Scolpire la Luce' (19/05–21/06/2026).
RESUMO ✦
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Pablo Atchugarry em Roma: 'Scolpire la Luce' revela 55 esculturas que celebram a forma e a luz
Ciao, sou Erica Santini e convido você a navegar por uma exposição que é, antes de tudo, uma experiência sensorial. Na Galleria Nazionale d'Arte Moderna e Contemporanea de Roma encontra-se, de 19 de maio a 21 de junho de 2026, a mostra "Pablo Atchugarry. Scolpire la Luce", onde cinquenta e cinco obras moldam espaços, luzes e silêncios.
São 55 esculturas em mármore, aço, alabastro, bronze e madeira: formas que parecem suspensas entre o orgânico e o arquitetônico, quase aerodinâmicas, evocando árvores, colunas, chamas, corpos, panos e estruturas que convidam à contemplação e à regeneração. A sensação é de tocar o tempo: a superfície fria do mármore contrasta com a luminosidade que as obras parecem projetar para o ar.
Três dessas peças se erguem imponentes na escadaria da Galleria — 'Search for the future', 'Viaje hacia los sueños' e 'Albero della vita' — recebendo o visitante como se fossem portais e sussurrassem promessas de descoberta. Quatro outras estão distribuídas nas salas da coleção, estabelecendo um diálogo íntimo e eloquente com tesouros históricos e modernos de nomes como Jean Arp, Lucio Fontana, Alberto Giacometti e Henry Moore. Uma obra, 'Splendore', foi pensada e realizada especialmente para integrar a coleção permanente da GNAMC, um gesto de pertencimento.
O curador Gabriele Simongini resume bem: as esculturas são organismos, formas que se abrem para a vida, que florescem; são peças verticais que nos convidam a erguer o olhar e a experimentar uma alegria primordial, instintiva. Ao caminhar entre elas, percebo essa mesma alegria — uma emoção simples, quase infantil, mas profunda, que faz com que o corpo se incline para ouvir o silêncio entre as superfícies.
Andiamo — vamos nos deliciar com os materiais: o mármore que captura a luz como se fosse água sólida, o alabastro translúcido que filtra tons suaves, o bronze que guarda pequenas memórias de calor humano. A curadoria posiciona cada peça para que respire com o entorno da Galleria, permitindo cruzamentos visuais com outras obras que contam histórias distintas, mas complementares.
Para quem ama o encontro entre arte e sensação, esta é uma oportunidade de saborear a história e de sentir, no corpo, a textura do tempo nas paredes de uma instituição que pulsa com a modernidade. Dolce far niente? Talvez. Mas aqui o ócio é ativo: é olhar, aproximar-se, tocar com os olhos e deixar-se atravessar pela luz que Pablo Atchugarry sabe esculpir.
Se estiver em Roma nas próximas semanas, permita-se este passeio. É um convite à contemplação — uma breve fuga para apreciar como a forma e a luz podem, juntas, reescrever a nossa percepção do espaço. Entrando na Galleria, respire fundo: você está prestes a testemunhar esculturas que falam ao corpo e ao espírito.
Por Erica Santini, Espresso Italia — baseado na cobertura original da Redazione ANSA.