Tailândia anuncia corte nas estadias sem visto para turistas em ofensiva contra crimes cometidos por estrangeiros
Tailândia estuda reduzir estadias sem visto para turistas em ofensiva contra crimes de estrangeiros, afetando milhões de visitantes e o setor do turismo.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Tailândia anuncia corte nas estadias sem visto para turistas em ofensiva contra crimes cometidos por estrangeiros
Ciao, viajante. A Tailândia, este país que exala cheiro de especiarias e promessas de Dolce Far Niente, está a preparar mudanças nas regras de entrada para visitantes estrangeiros numa resposta firme a episódios de crime estrangeiro que ganharam destaque na imprensa.
As autoridades estudam reduzir as atuais estadias sem visto — que chegaram a 60 dias desde março de 2025 — para um período mais curto, possivelmente 30 dias para milhões de turistas de mais de 90 países, inclusive toda a Europa. Há ainda rumores de que alguns países poderão ter um limite ainda mais rígido, de apenas 15 dias, com o governo a analisar cada nacionalidade caso a caso.
É um movimento delicado: o turismo representa mais de 10% do PIB tailandês e é a luz dourada que aquece a economia local. Ainda assim, notícias sobre detenções de estrangeiros ligados a tráfico de drogas, exploração sexual e negócios operando sem licenças suficientes têm aumentado a pressão para medidas mais apertadas — uma tentativa de conciliar a hospitalidade com a segurança pública.
Desde que o período de isenção de visto foi alargado para 60 dias em março de 2025, a aposta foi atrair visitantes e recuperar o fluxo pré-pandemia. No entanto, as chegadas não voltaram por completo: dados do Ministério do Turismo mostram uma queda de cerca de 3,4% nas chegadas de estrangeiros no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período de 2025. Em particular, as visitas vindas do Médio Oriente recuaram quase um terço.
Apesar do cenário complexo, o governo mantém-se confiante — há uma previsão de receber aproximadamente 33,5 milhões de turistas em 2026, ligeiramente acima dos quase 33 milhões do ano anterior. Andiamo: a expectativa é que a magia do país recupere força, mas com regras mais estritas para proteger tanto residentes quanto visitantes.
Se as alterações forem aprovadas, é provável que o modelo anterior volte a vigorar: entrada com visto de 30 dias e possibilidade de prolongar por mais 30 dias mediante pagamento de 1 900 baht (cerca de 50 euros). Para quem deseja estadias longas, continua a existir o Visto Destination Thailand (DTV), pensado para nômades digitais e entusiastas culturais — de aulas de muay thai a cursos de culinária. O DTV permite entradas de até 180 dias, renováveis por mais 180 dias, mas exige provar ter pelo menos 500 000 baht (aprox. 13 000 euros) em conta e, para trabalhadores remotos, comprovação de emprego fora da Tailândia.
Para quem ama o país, isso significa adaptar planos e redescobrir modos de vivenciar a cultura: degustar um curry enquanto observa a textura do tempo nas paredes antigas, sentir o perfume dos vinhedos do Norte ou perder-se nas ruas de Bangkok ao entardecer. Em suma, a promessa é conservar a hospitalidade, mas com regras mais rígidas para quem venha com intenções menos nobres.
Como sempre digo, querida leitora, querido leitor: viajar é saborear a história e respeitar o lugar que nos acolhe. Preparar-se com antecedência—e com o coração aberto—será o segredo para continuar a explorar a Tailândia em segurança.