Celentano responde a filho presunto: 'Não sou teu pai, sou teu avô' — quem é Segatori
Celentano reage a pedido de paternidade de Segatori: 'Não sou teu pai, sou teu avô'. Processo pode incluir teste do DNA em Milão.
RESUMO ✦
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Celentano responde a filho presunto: 'Não sou teu pai, sou teu avô' — quem é Segatori
Em tom irônico e direto nas redes sociais, Adriano Celentano reagiu às recentes declarações de Antonio Maria Segatori, que afirma ser filho do cantor. A resposta pública do ícone — traduzida livremente do original — foi contundente: "Caro Antonio, lamento contradizer você... infelizmente eu não sou teu pai... A verdade é que eu sou teu avô!!!". A frase, além de desarmar a dramaticidade do caso, instala uma camada quase cinematográfica de humor e recuo.
A disputa retomou força depois que Segatori, hoje com 55 anos, formalizou junto aos seus advogados um pedido no Tribunal Civil de Milão por uma declaração judicial de paternidade. O processo abre a possibilidade para o juiz determinar perícias biológicas, inclusive o test do DNA, passo decisivo para qualquer resolução definitiva.
As raízes da controvérsia voltam aos anos 1960, quando a mãe de Segatori, a artista jovem conhecida como Brenda Bis, fez parte do chamado Clan Celentano, círculo artístico e de produção ligado ao músico. Em depoimentos anteriores, Brenda relatou uma relação com o que se tornaria uma figura central da música italiana — o próprio Molleggiato — e uma gravidez em 1969.
Segundo a narrativa, ao comunicar a gestação, ela foi progressivamente ignorada. Em 1975 houve um pedido de paternidade levado ao Tribunal, posteriormente arquivado; fontes e interpretações públicas sugerem que pode ter havido um acordo econômico entre a família de Brenda e os advogados de Celentano. Agora, décadas depois, Segatori reaparece exigindo a confirmação genética por meio do test do DNA, reabrindo um capítulo que o tempo parecia ter suspenso.
Como observadora do cenário cultural, vejo essa história como mais do que um embate pessoal: é um espelho do nosso tempo em que memória, celebridade e direito à identidade colidem sob os holofotes. O caso conjuga elementos de tribunal, biografia pública e fabricação do mito — ingredientes de um roteiro que desafia a privacidade e interroga a construção da figura pública.
Há também uma camada simbólica: o Clan Celentano, que foi palco de experimentações artísticas e também de relações de poder entre mentor e protegidos, reaparece como cena de uma narrativa não resolvida. A estratégia de Celentano — responder com humor e uma virada retórica ao afirmar ser o "avô" — funciona como um reframe, deslocando a dramaticidade para uma mise-en-scène controlada por ele.
Procedimentalmente, o fato é que o tribunal poderá autorizar exames de DNA. Se aceitos, os testes fornecerão uma resposta técnica que, independentemente do veredito, trará repercussões culturais e pessoais importantes: redefinição de laços, possíveis desdobramentos econômicos e um novo capítulo na biografia pública de um dos nomes mais icônicos da música italiana.
Enquanto a Justiça avalia os pedidos, o episódio segue aberto entre rumores, memórias e uma demanda legítima por verdade. No tabuleiro simbólico do entretenimento, este é mais um movimento que nos obriga a perguntar: que histórias queremos preservar como mito, e quais queremos confrontar com a evidência?


