Giacomo Bertagnolli brilha em Cortina: ouro na combinada e 11ª medalha paralímpica
Giacomo Bertagnolli e Andrea Ravalli vencem a combinada em Cortina; 11ª medalha paralímpica e 3ª em Milano Cortina 2026.
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Giacomo Bertagnolli brilha em Cortina: ouro na combinada e 11ª medalha paralímpica
Espresso Italia — Em uma tarde que iluminou ainda mais o horizonte dos esportes de inverno, Giacomo Bertagnolli, ao lado da guia Andrea Ravalli, conquistou a medalha de ouro na prova de combinada do esqui alpino para a categoria dos ipovidentes na pista Olympia delle Tofane, em Cortina d'Ampezzo. O tempo final de 1'56"42 garantiu ao duo a terceira medalha nos Jogos de Milano Cortina 2026 e a 11ª medalha da carreira paralímpica de Bertagnolli.
Depois de um desempenho impressionante no super-G da manhã — em que marcou o melhor tempo — Bertagnolli fez uma prova de coragem e técnica no slalom decisivo, assegurando o ouro na somatória das duas mangas. Apesar de ter ficado em terceiro na segunda prova isolada, a combinação dos tempos coroou sua campanha. O britânico Neil Simpson, acompanhado pela guia Rob Poth, levou a prata a 65 centésimos, enquanto o austríaco Johannes Aigner e sua guia Nico Haberl fecharam o pódio com o bronze, a 1"04 do vencedor.
Com o triunfo, a dupla Bertagnolli-Ravalli soma três medalhas em três provas disputadas em Milano Cortina 2026 — um percurso que semeia confiança e projeta crescimento para as provas que ainda virão. A delegação italiana alcançou, com essa conquista, a sétima medalha nos Jogos e já igualou o total de Pechino 2022, mas com uma medalha de ouro adicional no bolso.
Giacomo, 27 anos, trentino de Cavalese, convive com a deficiência visual desde o nascimento devido a uma atrofia do nervo óptico. Começou a deslizar pela neve aos 13 anos e transformou desafios em luz: foi porta-bandeira da equipe italiana em Pequim 2022 e vem acumulando pódios desde PyeongChang 2018. Ao todo, entre PyeongChang 2018 e estes Jogos, subiu ao pódio onze vezes nas provas para os visualmente impedidos, com cinco ouros conquistados ao longo das edições — incluindo as vitórias em 2018 (slalom gigante e slalom) e em 2022 (super combinada e slalom).
Falta agora apenas uma medalha para que Bertagnolli iguale o recorde do alto‑atesino Bruno Oberhammer, que conquistou 12 pódios em cinco edições dos Jogos Paralímpicos de Inverno entre Innsbruck 1984 e Nagano 1998. Enquanto isso, Bertagnolli segue sua jornada luminosa: ainda participará das disciplinas técnicas, slalom e slalom gigante, pronto para semear novas histórias de superação e legado.
Mais do que uma vitória esportiva, este ouro é uma semente de inspiração — uma prova de que, com técnica, parceria e coragem, é possível iluminar novos caminhos e construir um legado que respira inclusão, excelência e humanismo.


