Inter vira no final e elimina o Como: 3-2 e vaga na final da Coppa Italia

Inter vira sobre o Como por 3-2 em San Siro e garante vaga na final da Coppa Italia com gols de Calhanoglu e Sucic.

Inter vira no final e elimina o Como: 3-2 e vaga na final da Coppa Italia

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Inter vira no final e elimina o Como: 3-2 e vaga na final da Coppa Italia

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em uma noite em que a luz de San Siro brilhou mais forte, o Inter protagonizou uma virada memorável e garantiu a vaga na final da Coppa Italia ao vencer o Como por 3-2, no jogo de volta da semifinal.

O confronto, decidido nos minutos finais, teve emoção do início ao fim: os visitantes abriram vantagem com gols de Baturina e Da Cunha, mas a resposta dos nerazzurri veio com uma atuação de liderança do eterno maestro Calhanoglu — autor de uma doppietta — e o gol decisivo de Sucic, já nos acréscimos.

O Como começou avassalador. Aos 8 minutos, Martinez mostrou reflexo e negou o primeiro gol de Baturina; na sequência, um cabeceio de Kempf acertou a trave. Aos 32, a pressão surtiu efeito: Van Der Brempt driblou Dimarco e cruzou para Baturina, que finalizou de direita e abriu o placar, ajudado pela batida no poste.

Antes do intervalo os donos da casa chegaram a assustar — cabeçada de Thuram que Perrone salvou em cima da linha — e ainda viram um arremate de Da Cunha quase surpreender Martinez. Foi uma primeira etapa viva, com sinais de que a chave do duelo ainda poderia virar.

No segundo tempo, aos 3 minutos, o Como ampliou. Erro de Zielinski e passe vertical de Nico Paz para Da Cunha, que concluiu com um precisa esquerda no canto: 2-0. O cenário parecia favorecer a história da zebra, mas a noite reservava outro roteiro.

O Inter reagiu com personalidade. Calhanoglu tentava enveredar seus companheiros pelo caminho da recuperação, e aos 24 minutos um chute seu, desviado pelo calcanhar de Ramon, enganou o goleiro Butez e reduziu.

O jogo ganhou contornos dramáticos: oportunidades perdidas pelo Como, como o cara-a-cara desperdiçado por Diao, e a persistência nerazzurra até a virada. Aos 41, após um cruzamento milimétrico de Sucic, Calhanoglu cabeceou para empatar. E aos 44, já com a torcida em êxtase, o próprio Calhanoglu serviu Sucic, que ajeitou e finalizou com precisão para o 3-2 que incendiou San Siro.

No apito final, a comemoração do Inter foi mais do que a celebração de um resultado: foi o reconhecimento de uma equipe que soube semear esperança e colher uma virada no momento decisivo. Sob o comando de Chivu, os nerazzurri agora sonham com a doppietta — liga e Coppa Italia — enquanto aguardam o adversário da final, que sairá do confronto entre Atalanta e Lazio, que se enfrentam amanhã em Bérgamo após o empate por 2-2 no Olímpico.

O triunfo ressalta o caráter do grupo e a capacidade de transformar pressão em oportunidade. Em termos práticos, o Inter volta a brilhar na briga por um legado: não apenas um troféu, mas a construção de um horizonte límpido para os próximos capítulos da temporada.