Morre Beppe Savoldi, ícone de Bologna e Napoli: legado de um artilheiro dos anos 70
Morre Beppe Savoldi, ícone de Bologna e Napoli. Relembre a carreira, títulos e legado do artilheiro que marcou os anos 70.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Morre Beppe Savoldi, ícone de Bologna e Napoli: legado de um artilheiro dos anos 70
Faleceu aos 79 anos Giuseppe 'Beppe Savoldi', um dos atacantes mais emblemáticos do futebol italiano das décadas de 1960 e 1970. Em comunicado à Espresso Italia, o filho Gianluca disse: "Partiu para outra dimensão o nosso grande Beppe. Seus lugares, sua casa e seus afetos o acompanharam até o último instante, deixando-nos guardiões dos valores e do amor que sempre marcaram sua jornada terreno". A família agradeceu aos médicos e enfermeiros do Papa Giovanni XXIII e do Instituto Beato Palazzolo, em Bérgamo, pelo cuidado dedicado a ele.
Natural de Gorlago, no território de Bérgamo, nascido em 1947, Savoldi foi um centroavante símbolo de sua época. Revelado nas categorias de base do Atalanta, estreou em Serie A aos 18 anos. Em 1968 transferiu-se para o Bologna, onde consolidou a carreira ao longo de sete temporadas e ajudou o clube a conquistar dois títulos da Coppa Italia, além de assegurar o posto de capocannoniere (artilheiro máximo) da temporada 1972–73.
No verão de 1975 ocorreu a transferência que marcou uma era: a ida para o Napoli por 1,4 bilhão de liras, mais os direitos sobre o jogador Clerici e metade de Rampanti, avaliados em cerca de 600 milhões — operação que rendeu a ele o apelido de "Mister Due Miliardi", por ter sido, à época, o negócio mais caro do futebol italiano. Pelo Napoli conquistou mais uma Coppa Italia e viveu momentos de grande destaque técnico, com gols de cabeça, acrobacias e um pé esquerdo certeiro.
Em 1979 Savoldi retornou ao Bologna como capitão, antes de ser envolvido no escândalo do Totonero. Cumprida parte da punição, com redução da suspensão, encerrou a carreira profissional no Atalanta na temporada 1982–83, já na Serie B. Ao final da trajetória como jogador, deixou o futebol com o impressionante número de 168 gols em 405 partidas pela Serie A.
Curiosamente, a relação com a seleção italiana foi breve: foram apenas quatro convocações, todas em 1975, com um gol marcado de pênalti num amistoso contra a Grécia. Após pendurar as chuteiras, Savoldi dedicou-se por alguns anos à carreira de treinador, passando por clubes das divisões C1 e C2, transmitindo sua experiência às novas gerações.
A FIGC e seu presidente Gabriele Gravina manifestaram condolências à família. Em homenagem ao jogador, será observando um momento de recolhimento no Estádio de Bérgamo antes do início da semifinal de qualificação entre Itália e Irlanda do Norte, uma forma simbólica de iluminar o tributo a quem marcou uma geração de torcedores.
O Bologna FC 1909 lembrou Savoldi como "um goleador entre os mais prolíficos da nossa história, ídolo de uma geração", ressaltando sua contribuição decisiva em competições nacionais e internacionais — inclusive com um gol determinante na final da Italo-Inglesa contra o Manchester City, em 1970.
Enquanto processamos a perda, a memória de Beppe Savoldi se mantém viva como um farol: talento que soube iluminar estádios, semear orgulho e cultivar valores no coração de torcedores e clubes. Seu legado é um mapa de luz para as futuras gerações, um convite a preservar a elegância técnica e o compromisso com o coletivo.