Pogacar ilumina a Liegi-Bastogne-Liegi e confirma domínio nas clássicas

Tadej Pogacar vence em solitário a 112ª Liegi-Bastogne-Liegi, supera Paul Seixas e confirma domínio nas clássicas com mais um Monumento.

Pogacar ilumina a Liegi-Bastogne-Liegi e confirma domínio nas clássicas

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Pogacar ilumina a Liegi-Bastogne-Liegi e confirma domínio nas clássicas

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em uma exibição de força e visão, Tadej Pogacar conquistou em solitário a 112ª edição da Liegi-Bastogne-Liegi, reafirmando seu reinado nas grandes clássicas da temporada. Depois da dorda derrota na Paris‑Roubaix, o campeão esloveno voltou a provocar um verdadeiro renascimento competitivo, semeando luz e distância nas colinas da Valônia.

A corrida foi incendiada já nos primeiros quilômetros por uma queda que partiu o pelotão em dois. A formação da UAE Team Emirates, surpreendentemente, ficou atrás, enquanto o grupo de cabeça passou a ser empurrado por nomes de peso: Remco Evenepoel e Egan Bernal puxaram com afinco, buscando impor o ritmo e fragilizar o favorito.

Houve uma tentativa de fuga com dois ciclistas perigosos, mas o esforço deles terminou aos 100 km do final, quando, na subida da Côte de Stockeu, o pelotão reencontrou sua coesão. A faísca decisiva, porém, surgiu ainda na lendária La Redoute: foi ali que Tadej Pogacar arrancou. Apenas o jovem francês Paul Seixas conseguiu acompanhar o ritmo do campeão do mundo, formando uma dupla que logo se destacou.

Enquanto o sexteto comandado por Evenepoel se esforçava para reduzir a vantagem — mantendo-se a cerca de 40 segundos — Pogacar e Seixas deslizaram firmes rumo ao horizonte límpido da chegada. Num novo gesto de coragem tática, o esloveno voltou a acelerar na Côte de la Roche aux Faucons. Aos -500 metros do topo, o esforço do promissor transalpino tornou-se evidente: Paul Seixas não resistiu e foi deixado para trás.

O triunfo solitário de Tadej Pogacar coroou uma campanha em que ele conquistou, com imponência, sua terceira Clássica Monumento da temporada. Além disso, o seu nome foi inscrito pela quarta vez no rol de vencedores da Doyenne — a terceira vitória consecutiva nesta prova que é uma verdadeira construção de caráter para quem a vence.

O francês Paul Seixas chegou na segunda colocação, com 43 segundos de atraso, enquanto Remco Evenepoel completou o pódio em terceiro. A corrida deixou claro que, mesmo em face de adversidades e quedas, o ciclismo revela novos caminhos e forja líderes que iluminam a evolução do esporte.

Para a Espresso Italia, esta edição da Liegi‑Bastogne‑Liegi representa mais do que uma vitória individual: é um lembrete de que estratégia, resistência e coragem se entrelaçam para semear inovação nas grandes clássicas. Pogacar não venceu apenas uma prova — ele reafirmou um legado, construindo um futuro onde a luz do desempenho ético e brilhante continua a guiar o pelotão.