FIFA sob pressão: reclamação à UE questiona preços abusivos dos ingressos para o Mundial 2026
FSE e Euroconsumers apresentam reclamação à Comissão Europeia contra a FIFA por preços elevados e práticas opacas nos ingressos do Mundial 2026.
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FIFA sob pressão: reclamação à UE questiona preços abusivos dos ingressos para o Mundial 2026
Espresso Italia acompanha com atenção a iniciativa que promete iluminar um debate fundamental sobre o acesso ao futebol: a Federação Europeia dos Torcedores (FSE) apresentou um reclamação formal à Comissão Europeia contra a FIFA, acusando a entidade de práticas que teriam resultado em preços de ingressos considerados exorbitantes para o Mundial de 2026.
Ao lado da FSE, a organização de consumidores Euroconsumers uniu-se ao pedido. Na visão das associações, a FIFA estaria aproveitando seu alegado monopólio na venda de bilhetes para impor condições inaceitáveis em um mercado verdadeiramente competitivo — medidas que, segundo os reclamantes, fecham portas a muitos torcedores para uma experiência que, para muitos, é única na vida.
O torneio, marcado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, será o primeiro com 48 seleções. Diante desse panorama, a FSE e a Euroconsumers pedem que a FIFA abandone a chamada "política de preços dinâmicos", congele as tarifas para a próxima fase de venda em abril e publique o número de tíquetes remanescentes por categoria com, pelo menos, 48 horas de antecedência.
As organizações também trouxeram números que acendem um alerta: o ingresso mais barato para a final estaria cotado atualmente em 4.185 dólares (cerca de 3.609 euros), valor que segundo a denúncia é "mais de sete vezes" o praticado no Mundial de 2022, no Qatar. Há ainda críticas por suposta publicidade enganosa acerca de bilhetes de fase de grupos anunciados por 60 dólares, considerados "praticamente esgotados" antes da oferta efetiva.
No centro da contestação estão regras de venda consideradas opacas: a localização exata dos assentos, a posição no estádio e até os nomes das seleções em campo não estariam garantidos no momento da compra. As entidades apontam também para táticas de venda agressivas, incluindo uma comissão de até 15%.
A FIFA ainda não se manifestou oficialmente sobre a reclamação dirigida à Comissão Europeia. Em meados de fevereiro, após a segunda fase de vendas, o presidente Gianni Infantino afirmou que as 104 partidas teriam sold out, apontando que foram contabilizados cerca de 508 milhões de pedidos em quatro semanas para aproximadamente 7 milhões de ingressos — solicitações vindas de mais de 200 países. Segundo ele, essa demanda extraordinária justifica o impacto nos preços.
Como curadora de histórias que moldam nossa convivência coletiva, vejo esse episódio como uma oportunidade para semear maior transparência e equidade no esporte global. É urgente iluminar caminhos que permitam aos torcedores verdadeiros participar desse grande encontro cultural sem que o acesso seja reservado apenas a bolsos privilegiados. A reclamação à Comissão Europeia abre um espaço de diálogo e, esperamos, de renovação de práticas — um pequeno renascimento em direção a um horizonte mais limpo e democrático para o futebol.
Continuaremos acompanhando e relatando os desdobramentos com serenidade crítica e olhar voltado ao legado: que as próximas decisões busquem equilibrar mercado, paixão e respeito pelo público.