Rolando Maran assume seleção da Albânia: mais um técnico italiano triunfa no exterior
Rolando Maran assina com a Albânia e vira o 9º técnico italiano a comandar seleção estrangeira; estreia em amistosos de junho.
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Rolando Maran assume seleção da Albânia: mais um técnico italiano triunfa no exterior
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em um movimento que ilumina novos caminhos na carreira de um treinador experiente, Rolando Maran assinou um contrato bienal para comandar a seleção da Albânia. A escolha chega após a eliminação nos playoffs para a Polônia e a saída do técnico Sylvinho; Maran será, assim, o primeiro trabalho em seleções de sua trajetória de mais de 25 anos no futebol.
A estreia oficial de Rolando Maran no comando da Albânia está prevista para as duas partidas amistosas de junho, nos dias 3 e 6, contra Israel e Luxemburgo. É uma chamada que semeia responsabilidade e oportunidade — a chance de semear uma nova identidade tática e cultural em uma equipe que busca consolidar um projeto de médio prazo.
Com essa contratação, Maran passa a integrar um seleto grupo: é o nono técnico italiano em atividade à frente de uma seleção estrangeira. A lista revela um mapa do talento italiano espalhado pelo mundo, do gigante futebolístico ao projeto em crescimento. Entre os nomes que brilham nesse horizonte límpido estão Carlo Ancelotti, agora no Brasil; Vincenzo Montella, na Turquia; e Marco Rossi, que há oito anos dirige a Hungria com resultados consolidados.
Outros compatriotas completam essa constelação: Fabio Cannavaro lidera o Uzbequistão, país que alcançou a primeira classificação mundial de sua história sob sua batuta; Paolo Nicolato comanda a Letônia; Emilio De Leo está à frente de Malta; e Luigi Di Biagio atua nas seleções sub-23 e sub-21 da Arábia Saudita. Também merece destaque Roberto Cevoli, treinador de San Marino desde 2023.
O panorama ainda inclui Andrea Maldera, o mais recente entre eles antes de Maran: ex-auxiliar de Roberto De Zerbi no Brighton e no Marselha, Maldera assinou contrato bienal com a Ucrânia (com opção) e traz uma trajetória que vai do Milan (2009-2015) ao trabalho junto à seleção ucraniana entre 2016 e 2021 com Andriy Shevchenko.
Para Rolando Maran, a passagem ao comando de uma seleção estrangeira representa um renascimento profissional — uma luz nova sobre uma carreira construída em clubes como Brescia e Catania. É a oportunidade de traduzir experiência de clube em projeto nacional, preservando identidade tática e, ao mesmo tempo, tecendo laços com a cultura futebolística do país.
Em tempos em que o futebol global busca soluções e legados sustentáveis, ver técnicos italianos expandindo seu impacto internacional é como cultivar uma rede de conhecimento: cada treinador carrega métodos, valores e descobertas que iluminam novos percursos para seleções em desenvolvimento. A expectativa agora é acompanhar os primeiros passos de Maran com as Aquilas albanesas e avaliar como sua luz estratégica transformará o desempenho da equipe.