Shelton vence final em Munique e interrompe sonho de Flavio Cobolli no BMW Open

Shelton supera Cobolli por 6-2, 7-5 e conquista o BMW Open em Munique; Cobolli sobe ao 13º lugar no ranking e projeta retorno em 2027.

Shelton vence final em Munique e interrompe sonho de Flavio Cobolli no BMW Open

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Shelton vence final em Munique e interrompe sonho de Flavio Cobolli no BMW Open

Espresso Italia — A trajetória brilhante de Flavio Cobolli no BMW Open, o ATP 500 disputado nos courts de terra vermelha do Iphitos Tennis Club, em Munique, terminou neste domingo com a vitória do norte-americano Ben Shelton por 6-2 e 7-5.

Após a exaltação de ontem, quando o jovem romano de 23 anos superou Alexander Zverev nas semifinais, o número 16 do mundo e quarto cabeça de chave não conseguiu repetir o mesmo nível na decisão. Shelton, 6º do ranking e segundo cabeça de chave, entrou em quadra com notável concentração e, sobretudo no primeiro set, impôs seu jogo com eficiência, conquistando a primeira vitória em piso de terra vermelha no circuito maior.

O encontro começou com domínio americano: o primeiro set terminou em 6-2, refletindo a superioridade de Shelton nos golpes de abertura e nas trocas mais profundas. O segundo set ganhou em equilíbrio e emoção, com Cobolli reagindo e forçando pontos mais longos; ainda assim, o estadunidense fechou a partida em 7-5, assegurando o título.

É o segundo troféu do ano para Ben Shelton e o quinto da sua carreira no circuito ATP. Para Flavio Cobolli, essa foi a quinta final de nível ATP: em sua prateleira já há três conquistas (Bucareste e Hamburgo em 2025, além de Acapulco nesta temporada) e dois vice-campeonatos (Washington 2024 e agora Munique).

Na atualização do ranking, a boa campanha em Munique eleva Cobolli a um novo best ranking: a partir de amanhã ele será o número 13 do mundo. Shelton permanece no 6º lugar do ranking internacional.

No discurso da premiação, o vencedor destacou: "Consegui jogar em um bom nível. Aqui fui melhorando partida após partida. Na terra vermelha estou progredindo ano após ano" — palavras que, na nossa curadoria, iluminam um percurso de crescimento técnico e mental. Do lado do italiano, sorriso e gratidão: "Foi uma semana incrível. Meus cumprimentos a Ben e à sua equipe"; e, olhando para o futuro, Cobolli acrescentou: "Amo muito este torneio e voltarei com certeza. Gosto desses courts e do público alemão. Espero jogar aqui em 2027 e, quem sabe, conquistar outro troféu".

O BMW Open, com um prize money total de 2.561.110 euros, mais uma vez revelou novos caminhos para tenistas em ascensão e consolidou trajetórias já promissoras. Para Cobolli, fica a semente de um avanço definitivo no ranking e a confirmação de uma curva de crescimento; para Shelton, a luz de um presente que se traduz em troféus e confiança para os próximos desafios da temporada.

Na fina trama do circuito ATP, estas semanas em Munique tecem laços entre experiência e renovação — e nós, como curadores desse movimento, seguimos atentos ao horizonte limpo que a próxima temporada promete iluminar.