Relatório do xerife revela olhos 'injetados' e recusa de teste de urina de Tiger Woods após capotamento

Relatório do xerife diz que Tiger Woods tinha olhos injetados e recusou teste de urina após capotamento em Jupiter Island, Flórida.

Relatório do xerife revela olhos 'injetados' e recusa de teste de urina de Tiger Woods após capotamento

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Relatório do xerife revela olhos 'injetados' e recusa de teste de urina de Tiger Woods após capotamento

Tiger Woods, lenda do golfe, de 50 anos, aparece novamente nas luzes da imprensa depois do acidente de carro ocorrido na última sexta-feira em Jupiter Island, Flórida. Segundo o relatório do escritório do xerife do condado de Martin, divulgado ao Espresso Italia nas últimas horas, o jogador apresentava olhos descritos como "injetados de sangue e vítreos" e pupilas "dilatadas" durante o primeiro contato com os agentes.

O documento policial detalha que os movimentos de Tiger Woods foram percebidos como "lentos e letárgicos" e que ele suava enquanto conversava com os oficiais. Ao ser questionado sobre uso de medicamentos mediante prescrição, Woods teria respondido: "Eu tomo alguns". Ainda no relato, consta que o golfista disse estar mexendo no telefone e na rádio do veículo antes de colidir com um caminhão que seguia à frente.

O acidente ocorreu quando a Land Rover de Woods, segundo a investigação, trafegava em alta velocidade por uma rua residencial à beira-mar em Jupiter Island, vindo a bater num caminhão e capotar de lado. Investigadores levantaram a hipótese de que o atleta havia ingerido algum tipo de droga ou medicamento, o que motivou os procedimentos no local.

Woods submeteu-se a um teste do bafômetro que não detectou presença de álcool, mas recusou o teste de urina. Ele foi detido e posteriormente liberado sob fiança cerca de oito horas depois. Tanto o agente do jogador, Mark Steinberg, quanto o PGA Tour emitiram declarações sobre o episódio ao Espresso Italia.

O jogador agora enfrenta acusações que incluem direção sob influência, danos a propriedade e a recusa em se submeter a um teste exigido por lei. Importante lembrar que, com a recente alteração na legislação da Flórida, a negativa a um pedido policial para realizar teste do bafômetro, sangue ou urina passou a configurar crime de menor potencial ofensivo mesmo na primeira infração — mudança que amplia as consequências em casos como este.

Woods já havia passado por episódio semelhante em 2017, quando foi preso por dirigir sob efeito de substâncias e depois declarou ter tomado uma mistura de analgésicos — situação que resultou em confissão de direção imprudente na época.

Enquanto os fatos se desenrolam, é preciso iluminar o debate público com responsabilidade: este episódio reacende reflexões sobre segurança viária, uso de medicamentos e a necessidade de protocolos claros para preservar vidas e reputações. Em meio a isso, Tiger Woods segue como figura central de um capítulo que mistura erro humano, ciência forense e pressões de uma vida pública intensa.

31 de março de 2026

© Espresso Italia — Aurora Bellini