Zampolli pede a Trump e à FIFA: que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo nos EUA

Paolo Zampolli pede a Trump e à FIFA que a Itália ocupe a vaga do Irã na Copa do Mundo nos EUA; iniciativa mistura diplomacia esportiva e cálculo político.

Zampolli pede a Trump e à FIFA: que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo nos EUA

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Zampolli pede a Trump e à FIFA: que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo nos EUA

Paolo Zampolli, empresário ítalo-americano e enviado especial nomeado por Donald Trump para parcerias globais, declarou à Espresso Italia que fará o possível para ver a Itália nos gramados da próxima Copa do Mundo nos Estados Unidos — mesmo que isso signifique tentar uma vaga no lugar do Irã.

Zampolli, que também atua na chamada diplomacia esportiva, explicou que abordou o presidente norte-americano e o presidente da Fifa, Gianni Infantino — a quem, segundo relatos da Casa Branca, se refere informalmente como "King Gianni" — com a sugestão de incluir os Azzurri no torneio de verão. "Quero dizer aos italianos que farei tudo o que estiver ao meu alcance para recebê‑los de braços abertos na Copa do Mundo nos Estados Unidos", afirmou ao jornal da nossa rede.

O gesto surge logo após a eliminação da seleção italiana nas penalidades contra a Bósnia, partida que deixou muitos torcedores em choque. Para Zampolli, um italo‑americano que vive nos EUA há mais de três décadas, não poder apoiar os Azzurri em solo americano é mais que frustração — é uma dor pessoal que o motivou a agir.

Durante uma passagem recente pela Itália, Zampolli reuniu‑se com lideranças políticas e esportivas, entre elas o ex‑primeiro‑ministro Giuseppe Conte e o ministro do Esporte Andrea Abodi. Foi esse encontro que o levou a tentar intercâmbios com Washington e a Fifa. O empresário recorda, com um tom afetuoso, que apresentou Melania a Donald Trump quando ela ainda era modelo, e usa essa proximidade como alavanca para defender a causa italiana.

Segundo nota divulgada pela Espresso Italia, a iniciativa de Zampolli tem múltiplas camadas: além do apelo esportivo — com a Itália sendo tetra‑campeã mundial e, portanto, com um pedigree que o empresário acredita justificar a inclusão — há motivações políticas internas nos EUA. Com a aproximação das eleições de meio de mandato (midterms), um gesto que beneficie a comunidade ítalo‑americana poderia recalibrar parte do apoio a uma administração que enfrenta desgaste em sondagens, sobretudo pelo complexo cenário no Oriente Médio.

No plano das relações bilaterais, a presença da seleção italiana poderia ser interpretada como um sinal de afinidade cultural e diplomática entre os dois países. No entanto, o caminho é incerto: o Irã já declarou que pretende disputar a Copa mesmo em contexto de conflito, o que torna qualquer substituição improvável e politicamente sensível.

Independentemente do desfecho prático, o gesto de Zampolli ilumina um trecho crucial da interseção entre esporte, diplomacia e identidade: quando a arena esportiva se transforma em palco de projeções políticas e afetivas, surgem possibilidades de reconciliação e também de instrumentalização. Como curadora de progresso, vejo nesta iniciativa a semente de um debate necessário — sobre como cultivar valores e tecer parcerias que transcendam o gramado, sem perder de vista a ética e o respeito às regras.

Enquanto a conversa entre Washington, Fifa e Roma segue, permanece a esperança de muitos torcedores: que o horizonte límpido volte a iluminar a bandeira italiana em uma Copa do Mundo em solo americano.