Relatório Censis 2025: Televisão segue dominante (93,2%), web e smartphones crescem

Relatório Censis 2025: televisão domina (93,2%), internet 90,4%, smartphones 90,3% e redes sociais 86,2%. Rádio e livros mostram dinâmicas distintas.

Relatório Censis 2025: Televisão segue dominante (93,2%), web e smartphones crescem

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Relatório Censis 2025: Televisão segue dominante (93,2%), web e smartphones crescem

Apresentado em Roma, o 21º Relatório sobre a comunicação do Censis, intitulado "A informação no alvo", confirma a persistência da televisão como o meio mais difundido entre os italianos, alcançando 93,2% dos usuários, enquanto o uso da internet se consolida em 90,4%, dos smartphones em 90,3% e das redes sociais em 86,2%. Este levantamento, resultado de apuração e cruzamento de fontes, descreve um panorama de usos mediáticos que, em linhas gerais, se mostra cristalizado.

O documento aponta, no entanto, transformações internas ao ecossistema televisivo. A TV tradicional registra queda, passando a 79,5% (-3,6 pontos percentuais no último ano), movimento parcialmente compensado pela expansão da web TV, que atinge 62,0% (+3,6 pontos), e da TV móvel, que sobe para 38,6% (+3,7 pontos). A televisão via satélite mantém-se estável em 47,8%.

No front da rádio, o meio mantém-se "intramontável": 78,4% da população convive com a rádio em alguma forma. O automóvel segue como ambiente preferencial de escuta, com o rádio em carro alcançando 70,0% (+1,2 pontos). A rádio tradicional fixa-se em 46,8%, enquanto as modalidades digitais crescem: a rádio via smartphone sobe 2,8 pontos para 28,2% e a rádio pela internet atinge 18,0%.

Os indicadores apontam para uma quase saturação dos meios digitais, que cresceram apenas 0,3% em relação a 2024. Já smartphones e redes sociais avançaram cerca de um ponto percentual cada.

A crise do setor impresso persiste. Os jornais impressos pagos, mesmo estabilizados no último ano (-0,7%), tocaram em 2025 o patamar mínimo de 21,0% — queda de 46 pontos percentuais desde 2007. Os mensais recuaram 1,1% e ficaram em 15,8%, enquanto os semanais mantiveram-se estáveis em 18,0%. Os leitores de edições digitais de jornais ficaram em 29,9% (-0,5%) e os acessos a sites de informação caíram 4,3%, fixando-se em 56,7%.

Ao contrário do impresso, os livros registram retomada: 42,4% dos italianos leram pelo menos um livro em papel no período, crescimento de 2,3%. A penetração dos e-books permanece baixa e praticamente estagnada, em 13,8% (+0,4%).

No recorte etário 14–29 anos, observou-se o primeiro recuo leve no uso das redes sociais. Entre os jovens, 74,8% declaram utilizar Instagram (-3,3%), 76,9% usam YouTube (-0,7%) e TikTok mantém-se em 64,5% (ante 64,2% no ano anterior). As plataformas de mensageria são quase onipresentes: WhatsApp alcança 88,6% entre os jovens. Serviços multipropósito, como Amazon, chegam a 50,8% nessa faixa etária; Spotify atinge 49,8%; e plataformas de videogame registram 39,7%.

Em termos de comportamento digital mais amplo, 54,8% dos italianos admitem nunca ter sentido a necessidade de fazer uma pausa das redes sociais.

O balanço do Censis expõe um cenário de convergência tecnológica e de persistência dos hábitos tradicionais de consumo de mídia: a televisão mantém sua liderança num ambiente em que a internet e os smartphones são plataformas centrais, enquanto a imprensa impressa segue em retração e os livros mostram sinais de recuperação. O relatório, apresentado em Roma, oferece um mapa dos usos que é ao mesmo tempo estável e marcado por deslocamentos internos — especialmente na migração da audiência televisiva para as formas digitais.