Rula Jebreal: “Ben-Gvir não é exceção, é a autobiografia do governo israelense”

Rula Jebreal afirma que Ben‑Gvir é a expressão do governo israelense e comenta humilhação a ativistas; destaque também para proposta da Confsal sobre segurança no trabalho.

Rula Jebreal: “Ben-Gvir não é exceção, é a autobiografia do governo israelense”

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Rula Jebreal: “Ben-Gvir não é exceção, é a autobiografia do governo israelense”

Rula Jebreal declarou, em tom direto e sem rodeios, que o ministro Itamar Ben-Gvir não representa uma anomalia no Executivo de Israel, mas sim a expressão fiel do atual projeto governamental. A afirmação foi feita no programa Accordi & Disaccordi, transmitido no canal Nove e conduzido por Luca Sommi, com a participação de Marco Travaglio e Andrea Scanzi, exibido aos sábados.

Jebreal comentou imagens em que o titular da pasta de Segurança Nacional do governo de Benjamin Netanyahu aparece debochando e humilhando ativistas da Global Sumud Flotilla. “Estão tentando dizer que Ben-Gvir é uma mela marcia (uma maçã podre). Ben-Gvir é a regra. Não é uma aberração: é a autobiografia deste governo israeliano fascista, mas também de Israel hoje”, afirmou a jornalista.

Na mesma intervenção, Jebreal recordou antecedentes judiciais e administrativos ligados ao ministro. “Esta é a cena de um ministro do governo israeliano, por sinal condenado por um tribunal israelense por apoio ao terrorismo. Quando era jovem, o exército israelense chegou a dispensá‑lo do serviço militar por considerá‑lo, na prática, um fascista”, disse, ao traçar um quadro que liga o comportamento público às trajetórias institucionais.

Para Jebreal, a narrativa política do grupo ao qual Ben‑Gvir pertence é binária: ou está com eles ou está contra eles. “Para eles, qualquer simpatizante da causa palestina é rotulado como terrorista”, concluiu, ao desmontar a tentativa de enquadrar o ministro como caso isolado.

Em paralelo à análise do episódio da flotilha, veículos internacionais adiantaram conteúdo de uma bôniza de entendimento cujo teor foi antecipado pela Axios: preveria um cessar‑fogo também no Líbano, a remoção de minas do Estreito por parte do Irã e a eliminação do bloqueio estadunidense aos portos iranianos. O programa nuclear iraniano permanece item de negociação, um ponto de preocupação para o primeiro‑ministro Netanyahu.

Em outra nota de interesse nacional, em Roma, no dia 23 de maio, o secretário‑geral da Confsal, Angelo Raffaele Margiotta, participou da 17ª edição do Festival del Lavoro 2026, realizado na Nuvola, no EUR. No painel sobre saúde e segurança no trabalho, Margiotta enfatizou a necessidade de reforçar a fiscalização e valorizar a figura do preposto.

O dirigente sindical defendeu duas linhas de ação: ampliar significativamente o número de inspetores — formando um verdadeiro “exército da prevenção” — e superar a fragmentação de competências por meio de um polo único de coordenação junto ao Inail. Propôs, ainda, o reconhecimento de um emolumento específico para o preposto, proporcional ao risco do setor, e uma tutela seguradora dedicada, inclusive para despesas jurídicas. Segundo Margiotta, tais disposições já constam de contratos assinados pela Confsal, que preveem indenização e cobertura coerente com as responsabilidades atribuídas.

O relato traduz fatos e posicionamentos coletados em estúdio e em eventos públicos, com cruzamento de fontes e preservação do contexto original. A leitura dos episódios — desde as imagens da flotilha até as propostas de prevenção laboral — reforça a necessidade de avaliação crítica das estruturas institucionais e das respostas políticas que moldam essas crises.