Área Self do Salone del Libro cresce: 350 autores e vendas triplicadas, organizadores planejam ajustes

Área Self do Salone del Libro cresce: 350 autores, vendas triplicadas e propostas de melhorias para a Libreria Self em 2027.

Área Self do Salone del Libro cresce: 350 autores e vendas triplicadas, organizadores planejam ajustes

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Área Self do Salone del Libro cresce: 350 autores e vendas triplicadas, organizadores planejam ajustes

Por Giulliano Martini — Apuração junto à organização do evento e entrevistas com autores.

A área Self do Salone del Libro de Turim registrou expansão significativa na edição 2026: estiveram presentes cerca de 350 autores e o montante arrecadado com as vendas de livros triplicou em relação a 2025, segundo dados fornecidos pelos organizadores do evento. A responsável pelo projeto, Sara Speciani, reconhece o crescimento e já traça melhorias para a próxima edição, incluindo a necessidade de sistematizar melhor a Libreria Self e otimizar logística e sinalização.

Três vozes presentes na área — Sara Cipriani, Edy Tassi e Amedeo Mettifogo — relataram ao nosso time os pontos fortes do espaço e indicaram mudanças que gostariam de ver em 2027. Todos destacaram o caráter prático e formativo da participação na seção destinada ao self-publishing.

Sara Cipriani venceu em 2026 o Prêmio Self Publishing promovido pelo Festival del Romance e fez seu desembarque nas livrarias. Foi a segunda participação de Cipriani na área Self. A autora descreve a primeira experiência como emocionante; a repetição, porém, trouxe maior convicção e serenidade, beneficiada pelo trabalho da organização e pelo aprendizado acumulado.

Amedeo Mettifogo, autor independente de narrativa fantástica, participou por dois anos consecutivos e colocou seus romances na chamada Libreria Self. Na avaliação dele, a iniciativa é um instrumento de inclusão no maior salão do livro da Itália: oferece vitrine para obras independentes e a possibilidade de estabelecer contatos profissionais e relações duradouras com leitores e colegas.

Edy Tassi, na sua estreia na área, soma sete romances eróticos/românticos publicados e a experiência de tradutor de mais de oitenta títulos para editoras como Harlequin Mondadori, Piemme e Sperling & Kupfer. Tassi sublinha que qualquer janela de visibilidade num evento dessa envergadura é valiosa: o Salone funciona como uma 'palestra' intensa, que obriga o autor a interagir, superar a timidez e aprender a trabalhar em rede.

Os três autores concordam, contudo, que a participação exige decisões estratégicas e cálculo econômico. Além da taxa de participação, é preciso comprar cópias para venda e arcar com despesas de deslocamento e hospedagem — fatores que tornam imprescindível uma análise custo-benefício antes de confirmar presença. A constatação vem de cruzamento de fontes entre organização e participantes: o retorno comercial e de imagem existe, mas não é automático.

Quanto às melhorias, a organização já admitiu intervenções pontuais: reordenamento da Libreria Self, melhor sinalização e horários de atividade mais claros, com objetivo de ampliar o fluxo do público e facilitar a descoberta dos autores independentes. Entre os relatos coletados, emergem pedidos por mais suporte logístico e iniciativas que aumentem a visibilidade das obras autopublicadas.

O resultado prático do crescimento é duplo: por um lado, maior representatividade do self-publishing no principal palco editorial italiano; por outro, a necessidade de profissionalizar ainda mais a experiência para transformar a presença em ganho efetivo para os autores. A edição de 2026 confirma a tendência de consolidação da área Self, mas também marca o começo de uma etapa de ajustes técnicos e estratégicos a serem implementados pela direção do evento.

Apuração e cruzamento de fontes: organização do Salone del Libro, entrevistas com autores presentes na área Self.