Tribunal de Apelação de Roma absolve Johnny Micalusi, proprietário do Assunta Madre
Tribunal de Apelação de Roma absolve Johnny Micalusi, proprietário do Assunta Madre; família recupera dignidade após apreensões e acusações de 2017.
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Tribunal de Apelação de Roma absolve Johnny Micalusi, proprietário do Assunta Madre
Roma — Os juízes da Corte de Apelação de Roma absolvéram Gianni Micalusi, conhecido como Johnny, empresário de 62 anos natural de Terracina e proprietário do restaurante romano Assunta Madre. A sentença encerra processo que começou com sua prisão em 2017 no âmbito de uma investigação da Direção Distrital Antimáfia de Roma (DDA), que o acusava de intestação fictícia de bens e autoriciclaggio.
O veredito favorável alcança igualmente os dois filhos de Micalusi e o contabilista Luciano Bozzi, que enfrentavam as mesmas imputações. Todos foram declarados inocentes pela instância de segunda instância, confirmando a perda de provas necessárias para sustentar as acusações formuladas pela acusação inicial.
Em 2017, além do mandado de prisão, as autoridades tinham ordenado o sequestro preventivo de vários bens ligados ao empresário: os estabelecimentos do grupo, apartamentos e contas correntes foram bloqueados no curso das investigações. O impacto foi imediato e profundo sobre a família e sobre as atividades comerciais do restaurante, que reúne público de políticos, celebridades e jogadores de futebol.
Ao término da audiência, o advogado Fabio Lattanzi, que defende um dos filhos de Micalusi, afirmou que a absolvição representa “uma das maiores satisfações da minha carreira profissional”. “A família Micalusi foi privada de tudo: liberdade, casas, restaurantes e, sobretudo, da dignidade”, declarou Lattanzi, em afirmação que traduz o pedido de reparação moral e material após quase uma década de incertezas processuais. O outro filho foi assistido pelo professor Franco Coppi. O contabilista Luciano Bozzi contou com a defesa do advogado Gianluca Tognozzi.
Esta cobertura foi produzida com base em apuração em Roma e no cruzamento de fontes judiciais e de defesa. Fatos brutos do processo — desde o arquivamento de documentos até as decisões do Tribunal de Apelação — foram verificados para reconstruir a sequência cronológica e o impacto imediato da sentença sobre os bens anteriormente sequestrados.
Do ponto de vista jurídico, a absolvição no grau de apelação não exclui etapas processuais subsequentes, caso a acusação opte por recorrer em instâncias superiores. No entanto, a decisão atual coloca em relevo a fragilidade das provas que embasaram a medida cautelar de 2017. Para especialistas consultados durante a apuração, o caso ilustra o conflito entre medidas cautelares de natureza patrimonial e o princípio da presunção de inocência quando se prolongam por longos períodos.
O desfecho também reabre debate sobre o uso de instrumentos de bloqueio patrimonial em investigações complexas, especialmente quando afetam empresas com grande exposição pública. Nesta fase, a família Micalusi deverá avaliar medidas para requerer o levantamento definitivo dos sequesros e eventual reparação por perdas sofridas.
Relato assinado por Giulliano Martini, correspondente em Roma para Espresso Italia — reportagem com foco em precisão, apuração in loco e cruzamento de fontes.