Conflito institucional pela família no bosque: serviços sociais pedem manutenção dos menores na casa de acolhimento
Conflito entre a Garante da infância e serviços sociais sobre a manutenção dos menores na casa de acolhimento no Abruzzo. Tribunal avaliará novo quadro.
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Conflito institucional pela família no bosque: serviços sociais pedem manutenção dos menores na casa de acolhimento
Apuração em campo e cruzamento de fontes mostram novo capítulo no caso da família no bosque, na região do Abruzzo. De um lado, a Garante nacional para a infância Marina Terragni, que visitou as crianças na última quinta-feira; do outro, os serviços sociais responsáveis pela casa de acolhimento, representados pelo advogado do gestor do serviço social dos municípios do Alto Vastese. O atrito envolve acusações mútuas, sobretudo sobre a suposta falta de encontro entre a Garante e a assistente social encarregada.
Em nota oficial, a defesa dos serviços sociais sustenta que os operadores da casa de acolhimento "restauraram boas relações com os menores, fazendo cessar as razões do eventual traslado". Segundo o documento assinado pela advogada Maria Pina Benedetti, esse novo quadro deve ser avaliado pelo Tribunal para menores, que terá agora elementos diferentes para decidir sobre a permanência das crianças no serviço de acolhimento.
Benedetti rejeita as observações feitas pela Garante como "afirmações não correspondentes à realidade" no que tange ao funcionamento do serviço social, à formação e conduta da profissional designada ao caso. A defesa destaca que as assistentes sociais do Ecad14 atuam com competência, adquirida por meio de formação acadêmica, exame habilitante, formação continuada, supervisão e experiência. A nota reforça que a função do assistente social não é a de um "familiar" ou "amigo", mas também não se configura como antagonista da família, e afirma que diferenças de língua, cultura ou valores não constituíram obstáculo no trabalho profissional.
Marina Terragni rebate de forma categórica. A Garante afirma ter procurado diálogo, mas que "a assistente social não se mostrou disponível para um encontro comigo" e que os serviços sociais não forneceram o contato telefônico, o qual ela teve de obter por outros meios. Terragni esclareceu que disse e escreveu que as crianças estão "fisicamente bem", porém apontou "notável agitação psicomotora" e um comportamento de medo e desconfiança em relação a estranhos, sinais que, segundo ela, indicam um quadro de sofrimento coerente com os repetidos traumas a que o núcleo familiar foi submetido.
Do lado dos serviços sociais, a advogada Benedetti alertou para os efeitos da exposição pública: acusações não verificadas por uma autoridade de garantia teriam exposto o profissional encarregado e todo o serviço a uma "gonga pública", riscos à segurança pessoal e à erosão da confiança dos cidadãos nas instituições.
No prisma judicial, há movimentações na direção do Tribunal de menores. A presidente do Tribunal para os menores de L'Aquila, Cecilia Angrisano, deixará o cargo em abril e pode assumir a presidência em Perugia; sua substituta prevista é Nicoletta Orlando, dependente da ratificação do ministro da Justiça, Carlo Nordio. Angrisano segue sob escolta devido a ameaças recebidas em redes sociais.
Fato e contexto permanecem sob apuração: profissionais e instituições trocam versões e a decisão sobre o destino das crianças agora passa pela avaliação judicial, que deverá considerar o novo quadro apresentado pelos serviços sociais e as observações da Garante. O caso segue sob observação rigorosa, com foco na proteção dos menores e na verificação técnica das práticas institucionais.


