Ccnl para trabalhadores STEM: contrato inclui 36 horas, smart working e proteção à propriedade intelectual

Ccnl para trabalhadores STEM: contrato para 200 mil profissionais prevê 36h, smart working, direito à desconexão e proteção à propriedade intelectual.

Ccnl para trabalhadores STEM: contrato inclui 36 horas, smart working e proteção à propriedade intelectual

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Ccnl para trabalhadores STEM: contrato inclui 36 horas, smart working e proteção à propriedade intelectual

Apresentado em Roma, no Palazzo Valentini, o novo Ccnl destinado aos trabalhadores STEM e às profissões inovativas alcança mais de 200 mil profissionais da chamada economia do conhecimento na era da inteligência artificial. O acordo, resultado de confronto entre empresas, representantes sindicais e o ecossistema da inovação, foi assinado pela parte sindical por Federazione Stem, Cse, Ciu UnionQuadri e Sning, e pela parte patronal por FederItaly.

O texto do contrato introduz um modelo organizacional distinto, com foco no trabalho por objetivos, na tutela da propriedade intelectual — incluindo regras sobre a atribuição de autoria (paternidade intelectual) e a valorização econômica da inovação — e em medidas para promover a paridade salarial e a inclusão.

Entre os pontos centrais do acordo estão a fixação da jornada semanal em 36 horas, a promoção do smart working — com previsão de acordo que assegura pelo menos 40% de regime remoto mensalmente — e a formalização do direito à desconexão. O contrato também prevê um orçamento dedicado à formação profissional contínua, com o objetivo de atualizar competências diante das transformações tecnológicas.

Do ponto de vista estratégico, o acordo busca alinhar a proteção e o crescimento profissional das categorias com a capacidade das empresas de inovar e atrair talentos. A Federazione Stem, criada há um ano para promover novo sistema de valorização de competências e resultados, aposta num modelo que vai além da lógica tradicional pautada apenas pelo tempo de trabalho.

“Na economia do conhecimento, o valor não se mede no tempo despendido, mas na capacidade de alcançar metas, gerar competência, criar valor e transformação”, disse Beniamino Romano, secretário-geral da Federazione Stem. Romano destacou a intenção de valorizar a responsabilidade de projeto, a autonomia profissional e a certificação de competências, com o objetivo explícito de reduzir a fuga de cérebros e fortalecer a colaboração entre empresas de tecnologia, startups, centros de pesquisa e a administração pública.

O acordo também propõe a introdução institucional do Project Management e do Program Management na ação da administração pública — práticas já adotadas com sucesso em outros contextos, como a legislação PMIAA nos Estados Unidos — e a adaptação de um modelo de gestão de segurança no trabalho inspirado em padrões europeus (Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Suíça).

Para monitorar as transformações das profissões ligadas à inovação, o Ccnl prevê a criação de um observatório nacional das profissões STEM e do sistema de inovação. O objetivo declarado é construir indicadores que orientem políticas de formação, carreira e coordenação entre setores público e privado.

Em apuração baseada no cruzamento de fontes sindicais e patronais, o novo contrato representa uma tentativa de modernizar o enquadramento laboral de profissionais técnicos e científicos num momento em que a automação e a inteligência artificial redesenham papéis e competências. Rigor técnico e clareza nas regras sobre propriedade intelectual, jornada, teletrabalho e formação são elementos centrais para medir o potencial do acordo em reter talentos e aumentar a competitividade do país.

Essa é a realidade traduzida: um acordo que busca conciliar direitos laborais clássicos com exigências contemporâneas da economia baseada no conhecimento, oferecendo estrutura normativa para um mercado de trabalho em rápida transformação.