Aliança CNI-Ance pressiona por regras certas em obras e PPP após fim do PNRR

CNI e Ance formam aliança para garantir regras claras em obras, PPP e leis urbanísticas após fim do PNRR. Governo discute medidas e impactos externos.

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Aliança CNI-Ance pressiona por regras certas em obras e PPP após fim do PNRR

Por Giulliano Martini — Em um encontro promovido pelo CNI em parceria com a Ance, os responsáveis técnicos e representantes institucionais traçaram um roteiro objetivo: transformar a cooperação entre engenheiros e empresas da construção em um motor capaz de garantir regole certe no setor.

Na abertura das Giornate nazionali dell’ingegneria economica, o presidente do Conselho Nacional dos Engenheiros, Angelo Domenico Perrini, definiu a aliança com a Ance como “a síntese de um percurso de colaboração que busca obter regras claras”. Perrini destacou como prioridades a aprovação de uma nova lei urbanística, a elaboração do testo unico delle costruzioni e a necessidade de normas que evitem episódios de contorno jurídico e administrativo já observados em cidades como Milão e regiões como a Puglia. “Invitamos il Governo ad affrontare queste questioni”, disse Perrini, ressaltando que as preocupações dos engenheiros convergem com as das empresas.

Os trabalhos foram introduzidos e moderados por Ippolita Chiarolini, conselheira do CNI. Em seguida, o subsecretário de Estado à Presidência do Conselho, Alessandro Morelli, expôs o quadro de ação do Executivo: “O País vive uma fase de transição determinada dalla chiusura del PNRR. Venute meno queste risorse, come Governo abbiamo lavorato ... sul Partenariato Pubblico-Privato per innovare questo modello”. Morelli afirmou que o Governo vem atuando para recuperar este instrumento e inserir normas no código dos contratos públicos com o objetivo de restabelecer um relacionamento mais funcional entre público e privado.

O subsecretário também apontou dificuldades identificadas no diálogo com a União Europeia, entre as quais as reservas em relação à prelazione, cuja interpretação pela Comissão Europeia tem sido restritiva. Segundo Morelli, existem propostas para contornar tais obstáculos e é essencial que o Governo conte com o apoio das associações de profissionais e das empresas na interlocução com Bruxelas.

Sobre a regulamentação nacional, Morelli mencionou esforços em curso para aprovar a lei de rigenerazione urbana e o testo unico das construções, além do lançamento do Piano Casa Italia, que prevê investimentos plurianuais de vários bilhões de euros — com um desembolso já previsto de cerca de um bilhão no curto prazo.

O subsecretário concluiu lembrando os impactos externos que atravessam o setor: a crisi in Medio Oriente e a guerra na Ucrânia têm pressionado cadeias de suprimento, custos logísticos e preços da energia. “Si tratta di una situazione complessa che richiede decisioni importanti”: as palavras de Morelli fecharam a exposição apontando a urgência de medidas coordenadas para mitigar efeitos sobre projetos e contratos.

Na linha editorial do evento, o foco permanece técnico e pragmático: consolidar instrumentos legais, reduzir incertezas e fortalecer o diálogo entre poderes públicos e atores privados. Em outras palavras, transformar a parceria entre CNI e Ance em vetor de estabilidade regulatória para a engenharia econômica e o setor da construção.