Fim do Pnrr torna a Parceria Público-Privada estratégica, dizem CNI e ANCE
CNI e ANCE defendem PPP e regras claras para obras públicas após fim do Pnrr; prioridade para lei urbanística, texto único e direito de prelazão.
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Fim do Pnrr torna a Parceria Público-Privada estratégica, dizem CNI e ANCE
CNI e ANCE reforçaram, nas Giornate Nazionali dell'Ingegneria Economica, a urgência de regras claras e de modelos de financiamento alternativos após o encerramento do Pnrr. O encontro, promovido pelo Consiglio Nazionale degli Ingegneri em parceria com a associação das construtoras, reuniu representantes do setor e autoridades, num diagnóstico técnico sobre como tornar viáveis e transparentes as obras públicas no novo ciclo.
Na abertura dos trabalhos, o presidente do CNI, Angelo Domenico Perrini, destacou a necessidade de uma reforma normativa que ofereça previsibilidade. “Servem uma nova lei urbanística e um testo unico delle costruzioni com regras certas, capazes de prevenir episódios como os ocorridos em Milão e na Puglia”, afirmou Perrini, convidando o Governo a enfrentar a agenda normativa. Ele também agradeceu a presença do subsecretário Alessandro Morelli, cuja participação foi descrita como fundamental para manter o diálogo entre técnicos e legislador.
A conselheira do CNI e idealizadora do evento, Ippolita Chiarolini, que moderou os painéis juntamente com Massimo Angelo Deldossi, vice-presidente da ANCE, sintetizou os resultados dos dois dias de debate: “Com o término do Pnrr, reencontra-se o valor estratégico atribuído às obras públicas realizadas via Parceria Público-Privada (PPP). CNI e ANCE pedem normas e prazos monitoráveis — inclusive via open cup — para identificar e tratar nós críticos, responsabilizar atores e desbloquear procedimentos”.
Chiarolini ressaltou ainda que a qualidade das obras e as competências técnicas são os vetores que garantem a sustentabilidade dos investimentos. Entre as propostas em destaque está a alteração do código de contratações públicas para introduzir o direito de prelazione, apontado como prioridade pelo par institucional que organizou o evento.
O subsecretário de Estado à Presidência do Conselho, Alessandro Morelli, declarou que a Itália atravessa uma fase de transição pós-Pnrr e que o Governo trabalhou para reequacionar o modelo de Parceria Público-Privada. “Com a perda das receitas do Pnrr, focamos na inovação do instrumento PPP, superando posições ideológicas que, no passado, limitaram a colaboração público-privada”, disse. Morelli explicou que normas relativas ao PPP foram inseridas no código dos contratos e salientou que a efetividade do modelo exige um olhar multidisciplinar na seleção dos investimentos.
Sobre o direito de prelazione, o subsecretário admitiu que, no diálogo com a União Europeia, emergiram dúvidas que precisam ser esclarecidas antes de eventuais incorporações formais na legislação nacional. O debate técnico permaneceu, ao longo dos painéis, centrado em soluções práticas para garantir transparência, reduzir atrasos e preservar a qualidade das intervenções públicas.
Em apuração baseada no cruzamento de fontes institucionais e na observação dos participantes, a conclusão dos dois dias é clara: com o fim do Pnrr cresce a centralidade do Partenariato Pubblico-Privato — traduzido aqui como Parceria Público-Privada (PPP) — e a exigência de um quadro regulatório estável, com instrumentos de monitoramento como o open cup e mecanismos de responsabilização que evitem novos bloqueios processuais.