Consulta pública sobre EPR para móveis é bem-vinda, diz Feltrin (FederlegnoArredo)

FederlegnoArredo e Riqualta veem como crucial a consulta pública sobre EPR para móveis; objetivo é modelo sustentável que favoreça reutilização e reciclagem.

Consulta pública sobre EPR para móveis é bem-vinda, diz Feltrin (FederlegnoArredo)

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Consulta pública sobre EPR para móveis é bem-vinda, diz Feltrin (FederlegnoArredo)

Recebemos com atenção o anúncio do Ministério do Ambiente e da Segurança Energética sobre o início da consulta pública relativa ao projeto de regulamento que introduz o regime de Responsabilidade Estendida do Produtor (EPR) para o setor de móveis e produtos de decoração. O comentário é do presidente da FederlegnoArredo e do consórcio Riqualta, Claudio Feltrin.

Na avaliação técnica do presidente, este passo representa um momento decisivo para a definição de um sistema EPR específico para a cadeia produtiva do legno-arredo. Feltrin destacou o papel do diálogo institucional: "Desejo agradecer o ministro Pichetto Fratin e, em particular, a viceministra Vannia Gava, com quem mantivemos um confronto constante e construtivo. O diálogo com as instituições foi determinante para chegar a este resultado".

O presidente reafirmou que a confederação antecipou parte dessa trajetória normativa ao promover a criação do consórcio Riqualta, dedicado ao EPR do setor do mobiliário. "Trata-se de uma escolha que demonstra o sentido de responsabilidade da cadeia e a vontade de oferecer às empresas uma ferramenta operacional capaz de apoiá-las na implementação do novo sistema", explicou Feltrin.

Feltrin explicou que o objetivo é construir um modelo de EPR que seja efetivamente sustentável e alinhado com as especificidades do setor do legno-arredo. Entre as prioridades apontadas estão a promoção do riutilizzo (reutilização) e do riciclo (reciclagem), sem impor encargos excessivos às empresas. "FederlegnoArredo e Riqualta estão prontos a oferecer competências e experiência para continuar a contribuir na construção de um sistema compartilhado", afirmou.

Do ponto de vista jornalístico, o lançamento desta consulta pública é um passo técnico relevante: abre-se um espaço formal para contribuições que poderão moldar regras operacionais, mecanismos de financiamento e obrigações para fabricantes, importadores e distribuidores. A expectativa declarada pela indústria é que o regulamento final equilibre princípios de sustentabilidade com a dinâmica econômica das empresas do setor.

Em termos práticos, a criação do Riqualta sinaliza uma tentativa do setor de antecipar exigências regulatórias e de estruturar mecanismos próprios para a gestão de fluxos de resíduos de mobiliário. Resta agora acompanhar o desenvolvimento da consulta, o processamento das contribuições e a publicação do texto normativo final.

Apuração in loco: seguiremos o trâmite da consulta pública e o cruzamento de fontes institucionais e setoriais para reportar eventuais alterações ao modelo proposto e o impacto nas empresas. A realidade traduzida aponta para um momento de definição para a cadeia do mobiliário, no qual prevalecerão os fatos brutos e a necessidade de soluções práticas para o riutilizzo e o riciclo.