Dazi USA e "bazooka" da UE: especialista explica por que resposta europeia leva meses

Especialista detalha prazos do Instrumento Anti-Coerção da UE e impacto dos dazi EUA sobre exportações italianas e consumidores.

Dazi USA e "bazooka" da UE: especialista explica por que resposta europeia leva meses

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Dazi USA e "bazooka" da UE: especialista explica por que resposta europeia leva meses

Em entrevista ao Adnkronos/Labitalia, a advogada Irene Picciano, partner do escritório Portolano Cavallo, traçou um panorama técnico sobre a eficácia do chamado "bazuca" comercial europeu — o Strumento Anti-Coercizione previsto no Regulamento UE 2023/2675 — como resposta a eventuais novos dazi dos Estados Unidos.

Segundo a especialista, o mecanismo existe, mas não é um instrumento de reação imediata. "A procedura richiede diversi passaggi obbligatori: dalla sua attivazione, la Commissione ha 4 mesi solo per verificare l'esistenza di una coercizione economica e deve prima tentare la via diplomatica", disse Picciano. Apenas após essa fase diplomática, e com comprovação da coerção, podem ser propostas contramedidas que ainda dependem da aprovação do Consiglio por maioria qualificada.

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"È uno strumento pensato esplicitamente come ultima risorsa, subordinato al fallimento del dialogo. Quindi parliamo di mesi, non di giorni o settimane, prima di vedere eventuali effetti concreti", acrescentou a advogada. A observação confirma que o objetivo do texto legal é privilegiar o diálogo e usar medidas retaliatórias somente quando esgotadas as vias diplomáticas.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, aguarda-se a decisão da Suprema Corte sobre a legitimidade dos dazi aplicados pela administração Trump. Caso sejam mantidos, Picciano alerta para repercussões práticas: as tarifas "continuerebbero a rendere più difficoltose le esportazioni verso gli Stati Uniti a causa dei maggiori oneri gravanti sugli importatori statunitensi" — importadores americanos que adquirem produtos italianos ou subsidiárias de grupos italianos seriam diretamente onerados.

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Na prática, explica a advogada, embora o tributo recaia formalmente sobre o importador, as empresas exportadoras italianas não ficaram imunes ao impacto econômico. "Per continuare a esportare negli Usa hanno dovuto vendere a prezzi più bassi per condividere con gli importatori americani il costo del dazio" — ou seja, houve transferência parcial do custo para os produtores e revendedores italianos, com consequências na margem comercial.

O raciocínio técnico dos advogados do Portolano Cavallo vai além: "a valle, i consumatori hanno comunque pagato prezzi più alti: l'impatto si è ripercosso su tutta la filiera distributiva, sia sul versante Usa che non-Usa". Em termos de cadeia de valor, as tarifas resultaram em efeitos amplificados e dispersos — menor preço ao produtor para manter mercado, maior preço ao consumidor final, e compressão de margens intermediárias.

Em síntese, a leitura jurídica e econômica apresentada por Irene Picciano sublinha duas mensagens claras: o Strumento Anti-Coercizione é uma "arma" normativa existente, mas lenta e condicionada por etapas; e os dazi têm efeitos reais e complexos sobre as esportazioni italiane para os Stati Uniti, repercutindo ao longo de toda a cadeia comercial.

Apuração e cruzamento de fontes: reportagem baseada em entrevista do Adnkronos/Labitalia e análise técnica do escritório Portolano Cavallo.

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