Ce.Pa. reforça papel dos patronatos no sistema de proteção social: foco em direitos, qualidade e confiança
Ce.Pa. reforça papel dos patronatos: prioridades em direitos, qualidade e confiança para implementar a reforma da deficiência e modernizar o welfare.
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Ce.Pa. reforça papel dos patronatos no sistema de proteção social: foco em direitos, qualidade e confiança
Por Giulliano Martini — Em um momento crítico para o welfare italiano, o Centro Patronati (Ce.Pa.) anuncia prioridades claras: direitos, qualidade e confiança. A declaração do presidente pro tempore Paolo Ricotti traça um roteiro prático para os patronatos filiados (Inca Cgil, Inas Cisl, Ital Uil e Patronato Acli), com ênfase na acessibilidade dos serviços e na efetividade das respostas aos cidadãos.
Segundo Ricotti, os patronatos do Ce.Pa. constituem “uma das principais redes de proximidade social do País”. Com quase 3.000 sedes em território nacional e exterior, 7.000 operadores e operadoras, a rede assiste anualmente cerca de 9 milhões de pessoas em direitos previdenciários, assistenciais e sócio-sanitários. “Essa capilaridade transforma a atuação dos patronatos em função pública de fato: não se limita a tramitar processos administrativos, mas torna direitos efetivamente exigíveis”, afirmou o presidente.
O eixo estratégico definido pelo Ce.Pa. coloca a qualidade como prioridade para consolidar o sistema de proteção social. Na visão da direção, reforçar competências técnicas, investir em formação contínua e modernizar práticas organizacionais é condição necessária para responder às novas demandas sociais. “O artigo 38 da Constituição continua sendo a bússola do nosso agir. Direito à assistência e tutela social deve se traduzir em serviços acessíveis, competências adequadas e acompanhamento eficaz das pessoas”, disse Ricotti.
Entre as medidas apontadas pelo Ce.Pa. está maior integração entre formação profissional e padrões de atendimento, além do uso orientado de tecnologia para apoiar processos, agilizar exames e melhorar a transparência dos serviços. A organização entende que o sistema de revisão e vigilância pode operar não apenas como instrumento de controle, mas como alavanca de melhoria contínua, promovendo inovação e ganhos de eficiência em benefício dos cidadãos.
Outra frente prioritária é a plena implementação da Reforma do reconhecimento da deficiência, considerada por Ricotti “um dos passos mais relevantes dos últimos anos em matéria de direitos e inclusão”. O Ce.Pa. reconhece o trabalho das instituições e do INPS, mas afirma que é necessário consolidar procedimentos uniformes, treinar avaliadores, ampliar a acessibilidade das estruturas e garantir acompanhamento próximo às pessoas com deficiência para que a reforma produza impactos concretos na vida cotidiana.
Além disso, o Ce.Pa. pretende intensificar ações de sensibilização para fortalecer a cultura previdencial entre cidadãos e trabalhadores, esclarecendo direitos e deveres e reduzindo lacunas informacionais que comprometem o acesso aos benefícios. “Investir na qualidade dos serviços, na capacitação dos operadores e na tecnologia é condição para restaurar e consolidar a confiança dos cidadãos”, resumiu Ricotti.
O posicionamento do Ce.Pa. marca, portanto, uma estratégia focada em resultados mensuráveis: tornar os direitos mais acessíveis, elevar padrões de atendimento e usar a vigilância e a inovação como instrumentos de progresso institucional. Em termos práticos, espera-se maior coordenação entre as sedes, protocolos padronizados, programas de formação e sistemas digitais que tornem os processos mais céleres e transparentes — metas essenciais para um sistema de proteção social em transformação.

