Escassez de candidatos no Piemonte e Valle D’Aosta pressiona competitividade das PMI

Pesquisa revela escassez de candidatos no Piemonte e Valle D'Aosta: só 22% das contratações saem no prazo, afetando competitividade das PMI.

Escassez de candidatos no Piemonte e Valle D’Aosta pressiona competitividade das PMI

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Escassez de candidatos no Piemonte e Valle D’Aosta pressiona competitividade das PMI

Turim, 19 mar. (Espresso Italia/Labitalia) - As empresas do Piemonte e da Valle D'Aosta enfrentam dificuldades crescentes para recrutar pessoal qualificado, com impacto direto na competitividade das pequenas e médias empresas (PMI). Levantamento da Fondazione Studi consulenti del lavoro, com base em dados UnionCamere e do Ministério do Trabalho, aponta que, nesta macrorregião, de cada 100 contratações planejadas apenas 22 são concluídas nos prazos previstos; 32 são fechadas em prazos muito mais longos e 30 exigem concessões sobre o perfil desejado.

A pesquisa, intitulada 'Il mercato del lavoro in Piemonte-Val D’Aosta tra mismatch e carenza di profili', foi conduzida junto a um amplo painel de consultores do trabalho e será apresentada no Congresso interregional da categoria. Os dados mostram uma deterioração acentuada do mercado de trabalho: em 2019 cerca de 14% das empresas declaravam não conseguir contratar pela falta de candidatos; em 2025 esse índice saltou para 33%.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Segundo os entrevistados, o problema central é a escassez de candidatos (60,8%), mais do que a ausência de competências específicas (50,7%). Entre as causas apontadas destacam-se fatores estruturais: o inverno demográfico e a fuga dos jovens para o exterior. O relatório documenta que a macroárea Piemonte/Valle D'Aosta registrou um dos maiores crescimentos relativos na emigração de jovens graduados: entre 2019 e 2024, o número de formados que deixou a região dobrou, passando de 1.793 para 3.676.

Além disso, a saída do mercado de trabalho da geração dos boomers, historicamente numerosa, reduziu a disponibilidade potencial de força de trabalho. Piemonte e Valle D'Aosta — como grande parte do Norte italiano — apresentam desde 2019 uma queda progressiva da população ativa entre 20 e 65 anos: redução de 58 mil pessoas desde 2019 e projeção de declínio de aproximadamente 270 mil até 2040.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Os perfis mais difíceis de preencher são operários especializados, profissões técnicas e de elevada especialização, além de quadros e dirigentes. Essa escassez penaliza sobretudo as PMI, núcleo do tecido produtivo local. As pequenas e médias empresas encontram dificuldades específicas para atrair trabalhadores, segundo a pesquisa: remunerações menos competitivas em relação às grandes empresas (64,2%), menores oportunidades de progressão na carreira (57,7%) e modelos organizacionais mais rígidos (34,3%).

O mismatch entre oferta e procura gera efeitos operacionais palpáveis: 71,6% dos consultados relatam sobrecarga de trabalho entre os funcionários remanescentes e 60,4% apontam aumento dos custos para as empresas. Em consequência, muitas organizações estão revendo suas estratégias de recrutamento e gestão de pessoas, buscando medidas como revisão salarial, investimentos em formação interna, flexibilização de modelos de trabalho e maior uso de tecnologia para compensar a falta de mão de obra especializada.

O relatório será apresentado oficialmente amanhã no Congresso interregional, onde os consultores do trabalho vão discutir políticas de enfrentamento para mitigar a perda de capital humano e recuperar a capacidade competitiva das empresas locais. A apuração incorpora cruzamento de fontes oficiais e relatos de campo, oferecendo um raio-x direto da realidade que pressiona o mercado laboral no Piemonte e na Valle D'Aosta.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘