Carrozza (UniMiB): engenheiros são decisivos para aproximar a tecnologia da sociedade

Maria Chiara Carrozza (UniMiB) afirma que engenheiros são essenciais para tornar a tecnologia mais social, compreensível e voltada ao bem comum.

Carrozza (UniMiB): engenheiros são decisivos para aproximar a tecnologia da sociedade

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Carrozza (UniMiB): engenheiros são decisivos para aproximar a tecnologia da sociedade

Trieste — Em intervenção durante o 70º Congresso Nacional dos Engenheiros, a professora Maria Chiara Carrozza, titular de Bioengenharia Industrial na Universidade dos Estudos de Milano-Bicocca (UniMiB), traçou um diagnóstico objetivo sobre o papel dos engenheiros na chamada Sociedade 5.0. O congresso, com o tema 'Novas fronteiras, novas responsabilidades', ocorreu entre 22 e 25 de setembro no Generali Convention Center do Porto Vecchio, em Trieste.

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Segundo Carrozza, "na Sociedade 5.0 acredito ser importante ter a visão do que queremos realizar nos processos, portanto no projeto da casa, do hospital ou da fábrica", ressaltando que o engenheiro assume um papel decisivo ao buscar o impossível e imaginar, com criatividade, intervenções que às vezes exigem mudança de regras. "Acredito que o engenheiro hoje tem um papel decisivo para conduzir a uma tecnologia mais próxima de nós, com maior impacto social, mais compreensível, mais utilizável e orientada ao respeito ao bem comum", disse a pesquisadora.

Relato direto da intervenção aponta para três eixos práticos levantados pela professora: 1) projeto centrado no usuário — do ambiente doméstico aos serviços de saúde; 2) criatividade aplicada às restrições normativas; e 3) prioridade ao impacto social e à acessibilidade tecnológica. Em linguagem objetiva, Carrozza sublinhou que a função técnica não se dissocia da responsabilidade social: o desenvolvimento de soluções não pode ignorar usabilidade, transparência e benefício coletivo.

A abordagem adotada converge com tendências internacionais que colocam a interdisciplinaridade e a ética entre as competências essenciais da formação de engenheiros. No pronunciamento, a professora enfatizou a necessidade de projetos concebidos a partir do usuário final — pacientes, trabalhadores, cidadãos — e não apenas a partir do potencial tecnológico. Esse recorte reforça a importância de integrar bioengenharia, ergonomia, políticas públicas e avaliação de impacto nas fases iniciais de concepção.

Do ponto de vista jornalístico, a fala de Carrozza representa um ponto de inflexão na narrativa técnica: mais do que eficiência produtiva, o foco passa a ser a aceitabilidade social das inovações. Em termos práticos, isso implica revisão de currículos, métodos de projeto e instrumentos regulatórios que orientem a tecnologia ao serviço do bem comum.

Registro ainda que o 70º Congresso Nacional dos Ingegneri serviu de palco para debates sobre responsabilidade profissional e fronteiras tecnológicas. A intervenção da professora da UniMiB reforçou, com dados qualitativos e experiência acadêmica, que o caminho para uma tecnologia mais humana passa necessariamente pela liderança técnica dos engenheiros.

Apuração em foco: declaração colhida durante o evento e cruzamento com o programa oficial do congresso. Fatos brutos e voz direta das fontes compõem este relato preparado para leitores que buscam precisão e clareza.

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