Indústria e IA: Unione Industriali di Turim exige investimentos em competências e pessoas

Marco Gay (Unione Industriali Torino) pede investimentos em inteligência artificial, competências e políticas salariais para a indústria italiana.

Indústria e IA: Unione Industriali di Turim exige investimentos em competências e pessoas

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Indústria e IA: Unione Industriali di Turim exige investimentos em competências e pessoas

Roma, 21 de março de 2026 — Em declaração feita no congresso inter-regional do Piemonte e Vale de Aosta dos consultores do trabalho, Marco Gay, presidente da Unione Industriali di Torino, traçou um diagnóstico objetivo sobre a posição da indústria italiana diante da revolução tecnológica em curso.

"A verdadeira questão não é saber se temos capacidade industrial para produzir bens e serviços de alto valor agregado — nós a temos", declarou Gay. "A questão é se conseguimos unir os pontos dessa revolução industrial contemporânea chamada inteligência artificial". A afirmação, proferida em tom direto e sem excesso retórico, marca a ênfase do dirigente em transformar potencial técnico em vantagem competitiva real.

"Essa é uma partida que devemos jogar: investir em competências, investir nas pessoas, investir nos produtos".

No seu discurso, Gay repetiu propositalmente a palavra investir três vezes para sublinhar a prioridade estratégica do setor. Segundo ele, não se trata de uma retórica vazia, mas de um compromisso operacional: capacitação profissional, políticas de atração de talentos e desenvolvimento de produtos que façam valer a adoção da IA no ciclo produtivo.

O presidente da associação industrial também expôs a importância da colaboração com os consultores do trabalho. "Temos um relacionamento de cooperação que alinha a visão: por um lado precisamos encontrar e reter pessoal qualificado; por outro, precisamos de orientações para estruturar contratos e pacotes de remuneração que façam sentido para empresas e trabalhadores", explicou Gay.

Entre os pontos praticados na sua análise estão a necessidade de avançar além do contrato coletivo nacional, valorizando os níveis contratuais de segundo nível, e reforçar componentes de welfare que se tornaram parte integrante da proposta de valor das empresas que desejam atrair talentos. Gay frisou ainda a importância de planos de crescimento profissional e cultural dentro das organizações, com caminhos claros de carreira e desenvolvimento de competências ligadas à digitalização.

Na visão do dirigente, o papel dos consultores do trabalho é duplo: orientar as empresas para adotar as melhores práticas e assegurar que essas soluções sejam sustentáveis do ponto de vista econômico e ofereçam benefícios efetivos aos colaboradores. "Precisamos de alguém que nos guie para realizar o melhor — e que esse 'melhor' seja suportável economicamente pela empresa e de maior aproveitamento possível para o colaborador", concluiu.

As declarações de Marco Gay foram transmitidas em um contexto mais amplo de debate sobre a transformação digital da indústria italiana, e reforçam a prioridade por políticas públicas e privadas que viabilizem a transição tecnológica com foco humano. A apuração cruzou o discurso oficial com o histórico de posicionamentos da Unione Industriali, confirmando coerência entre diagnóstico e propostas apresentadas pela entidade.

Reportagem de Giulliano Martini — apuração in loco e cruzamento de fontes. Fatos brutos, sem ruído: a indústria quer jogar a partida da IA e pede estruturas e investimentos para isso.