INPS: Bordignon pede aumento dos rendimentos do trabalho e que o Assegno unico seja realmente universal
Bordignon (Forum) pede renda laboral mais alta e que o Assegno unico seja desvinculado do ISEE para incentivar emprego e natalidade.
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INPS: Bordignon pede aumento dos rendimentos do trabalho e que o Assegno unico seja realmente universal
09 de julho de 2026 — Em comentário ao Relatório Anual do INPS, Adriano Bordignon, presidente do Forum delle Associazioni Familiari, reafirmou a necessidade de ajustes estruturais para que o apoio às famílias cumpra seu papel demográfico e laboral. A análise do dirigente parte de um diagnóstico objetivo: a atual formulação do Assegno unico desencoraja, na prática, a entrada ou o retorno ao mercado de trabalho para quem aufere rendimentos baixos.
"O trabalho feminino não é desincentivado pelo Assegno unico em si, mas pelo fato de esta medida nunca ter sido realmente universal", declarou Bordignon. Segundo ele, a condição que mais distorce o incentivo é a ligação do benefício ao ISEE. "Como o valor do auxílio decresce com o aumento do ISEE, em muitos casos, especialmente quando há rendimentos de trabalho reduzidos, torna-se economicamente pouco vantajoso entrar ou reentrar no mercado laboral".
O presidente do fórum identificou duas alavancas prioritárias para intervenção pública. A primeira é aumentar os rendimentos do trabalho, com ênfase explícita nos salários femininos, que permanecem substancialmente inferiores aos masculinos. A segunda proposta é transformar o Assegno unico em uma prestação realmente universal, desvinculando-o do ISEE. "O instrumento não deve ser enquadrado como mera assistência de combate à pobreza: trata-se de política pública para a natalidade e para o apoio às famílias", resumiu Bordignon.
O dirigente recordou ainda que as propostas de reforma fiscal do Forum delle Associazioni Familiari já apontavam para a necessidade de atenuar os efeitos distorsivos das atuais faixas de renda. "Na prática, as barreiras por limiares de rendimento geram comportamentos racionais, mas indesejados do ponto de vista das políticas familiares e de emprego", explicou, enfatizando o resultado do cruzamento de fontes e o confronto com dados do INPS.
Além da mudança normativa sobre o Assegno unico, Bordignon defendeu um pacote integrado de medidas: maior difusão do smart working, expansão de serviços educativos e de cuidado adequados, e incentivo ao welfare aziendale. "O objetivo é reconhecer o trabalhador não apenas como indivíduo, mas como membro de um núcleo familiar com responsabilidades de cuidado — crianças, idosos e pessoas em condição de fragilidade".
Em tom técnico e direto, o presidente do fórum concluiu que o auxílio isolado "não basta". A proposta é, portanto, dupla: corrigir a arquitetura do benefício para torná-lo universal e simultaneamente fortalecer instrumentos que facilitem a conciliação entre família e trabalho, reduzindo assim as distorções detectadas nos dados do INPS.
Apuração e verificação: declaração pública de Adriano Bordignon ao comentar o Relatório Anual do INPS, conforme transcrições oficiais e cruzamento com as propostas de reforma fiscal do Forum delle Associazioni Familiari.