La Fauci (Confsal) em Nápoles: segurança no trabalho não pode ser só slogan, exigem-se controles e responsabilização
La Fauci (Confsal) em Nápoles: segurança no trabalho exige controles, formação e responsabilização, não apenas slogans.
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La Fauci (Confsal) em Nápoles: segurança no trabalho não pode ser só slogan, exigem-se controles e responsabilização
NAPOLES, 1 de maio de 2026 — Em discurso proferido na praça do Plebiscito, durante a manifestação da Confsal marcada pela celebração do Dia do Trabalhador e pelo evento "Lavoro è futuro", a vice-secretária geral da Confsal, Rosalba La Fauci, reafirmou que a proteção dos trabalhadores deve prevalecer sobre alinhamentos políticos e declarações formais.
Segundo La Fauci, o papel do sindicato é tutelar juridicamente e economicamente as trabalhadoras e os trabalhadores sem preconceitos nem esquemas partidários. A dirigente destacou que a entidade tem apresentado, há anos, um decalogo de intervenções concretas voltadas à prevenção e à segurança nos locais de trabalho.
Entre os pontos ressaltados está a aplicação do decreto legislativo 81/2008, norma que prevê uma figura apical essencial para a gestão da segurança ocupacional — uma função que, na prática, muitas vezes permanece inativa. "Essa figura precisa ser valorizada e protegida para assumir responsabilidades reais", disse La Fauci em apuração in loco.
O recado foi direto: não bastam homenagens e menções às vítimas a cada Primeiro de Maio. "É preciso passar das palavras aos fatos", alertou, observando que o país assiste a um verdadeiro boletim diário de acidentes e mortes no trabalho. "Não são suficientes declarações de princípio; é necessário um salto de qualidade com mais controles, mais formação e um sistema claro de responsabilidades que envolva empresas, instituições e trabalhadores".
A dirigente sindical pontuou também que a segurança é condição prévia para qualquer reflexão sobre o futuro do emprego. "Não pode haver trabalho digno sem segurança: a proteção da vida e da saúde deve vir antes de tudo, garantida diariamente em todos os locais de trabalho".
O pronunciamento de La Fauci insere-se no quadro mais amplo de debates promovidos pela Confsal sobre as principais fragilidades do mercado laboral: salários baixos, precariedade e os efeitos da transição digital. A vice-secretária alertou para o risco de aumento das desigualdades neste cenário de profundas mudanças e defendeu que o sindicato seja protagonista no governo desses processos, reforçando as salvaguardas para os trabalhadores.
Na abordagem jornalística adotada na cobertura, foram cruzadas declarações públicas, o texto da legislação citada e o comunicado oficial do sindicato para evitar ruídos e garantir precisão factual. O posicionamento de La Fauci resulta, portanto, de uma leitura direta do palco das reivindicações e do confronto com documentos pertinentes, numa cobertura que privilegia fatos brutos e responsabilidade informativa.
Por Giulliano Martini, correspondente da Espresso Italia — apuração in loco e cruzamento de fontes.