Portos verdes: Perrini (CNI) aponta o mar como infraestrutura natural e motor econômico das comunidades
Perrini (CNI) diz que o mar é infraestrutura natural; debate sobre Porti verdi, PNRR e eficiência energética nos portos italianos.
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Portos verdes: Perrini (CNI) aponta o mar como infraestrutura natural e motor econômico das comunidades
Barletta, 31 de março de 2026 — Em pronunciamento durante o evento "Porti verdi. Politiche di efficienza e sostenibilità energetica", organizado pelo Consiglio nazionale degli ingegneri (CNI) em colaboração com Assoporti, o Consiglio superiore dei lavori pubblici e o Ordine degli ingegneri della Provincia di Barletta-Andria-Trani, o presidente Angelo Domenico Perrini destacou que o mar deve ser tratado como uma verdadeira infraestrutura natural e uma fonte econômica estratégica para as comunidades costeiras.
"O mar não é apenas um horizonte geográfico, é uma infrastruttura naturale, uma via de ligação com o mundo, uma ressursa que fez a história e que representa uma grande fonte econômica para nossas comunidades", afirmou Perrini. Em tom técnico e preciso, ele ressaltou que o trabalho que originou o encontro decorreu de um percurso de mais de um ano, conduzido pela conselheira Irene Sassetti e pelo coordenador do grupo de trabalho em engenharia do mar, Andrea Ferrante, marcado pela "visão, continuidade e qualidade dos resultados".
O presidente do CNI sintetizou em termos factuais a relevância dos portos para a economia italiana: a Itália é um país cercado pelo mar e mais da metade das mercadorias passam por seus portos. Em um cenário geopolítico volátil, Perrini sublinhou que a centralidade das infraestruturas portuárias não é mera teoria, mas uma questão de segurança nacional. "O porto do futuro é uma plataforma em que energia, logística e digitalização convergem. Nessa fronteira, precisamos de engenheiros", afirmou.
Também participou do debate Nello Musumeci, ministro da Proteção Civil e das Políticas do Mar, que agradeceu o convite e destacou o papel do projeto Porti verdi no âmbito do PNRR. "O projeto de eficiência energética, para o qual o PNRR prevê algumas centenas de milhões, é a disputa que devemos enfrentar — não apenas as autoridades portuárias e as estruturas ministeriais, mas também o setor público e o privado", disse Musumeci.
O ministro traçou um diagnóstico objetivo: a competição não se limita à redução das emissões e à melhoria da convivência entre portos e cidades; passa por identificar metas, programá-las e usar os recursos de forma racional. Citou, ainda, relatório recente da Corte de Contas que avaliou a gestão dos projetos financiados pelo PNRR: inicialmente, esperava-se chegar a 75 intervenções; atualmente, o número é de 68, com pouco mais de 170 milhões de euros empenhados. Musumeci ressaltou que, embora seja um passo relevante, persiste a falta de critérios de homogeneidade e de programação unitária entre os escals, lacuna que a proposta de reforma dos portos busca endereçar e que em breve será submetida ao Parlamento.
O encontro em Barletta, segundo as falas oficiais, funcionou como um espaço técnico de confronto entre instituições e atores do setor para alinhar prioridades e acelerar a implementação do plano de modernização portuária. Na leitura jornalística de apuração e cruzamento de fontes, o episódio confirma duas tendências: a crescente tradução da agenda ambiental em projetos estruturantes e a necessidade de coordenação institucional para transformar fundos europeus e nacionais em obras operacionais.
Em termos práticos, a discussão aponta para três prioridades: integrar políticas de eficiência energética com soluções logísticas e digitais; definir critérios homogêneos de programação para investimentos do PNRR; e reforçar a presença e o papel dos engenheiros na concepção e execução das intervenções. Esses elementos, segundo os organizadores, determinarão se o movimento em curso se converterá em resultados mensuráveis para as comunidades litorâneas e para a segurança econômica do país.
Relato feito com apuração direta aos pronunciamentos oficiais e cruzamento de dados institucionais; mantêm-se os fatos brutos e as citações autorizadas dos protagonistas do evento.