Sandrini Metalli: investimento em automação, foco nos jovens e estratégia para reter competências

Sandrini Metalli investe em automação e digitalização, foca em jovens e retém competências para sustentar crescimento e produção 100% Made in Italy.

Sandrini Metalli: investimento em automação, foco nos jovens e estratégia para reter competências

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Sandrini Metalli: investimento em automação, foco nos jovens e estratégia para reter competências

Em entrevista ao Espresso Italia/Labitalia, o diretor-executivo Nazzareno Damioli descreveu um cenário operacional tenso em 2025 e explicou como a empresa respondeu com decisões estruturais. Segundo Damioli, o ano foi marcado por volatilidade nas matérias-primas, dinâmicas energéticas instáveis e uma demanda desigual, porém a Sandrini Metalli registrou crescimento de 6,8% graças a um modelo baseado em diversificação, especialização técnica e investimentos contínuos.

O balanço apresentado pelo executivo aponta três vetores que sustentaram o desempenho: um portfólio amplo, participação em grandes obras e infraestrutura, e uma estrutura industrial reforçada por aportes em automação e digitalização. 'Os investimentos em automação e digitalização estão tornando a empresa mais integrada e orientada ao dado', disse Damioli. Em termos práticos, os processos tornaram-se mais rastreáveis, as linhas mais eficientes e as funções mais conectadas entre si, com impacto direto no trabalho cotidiano: menos tarefas repetitivas, maior controle de processo e aumento da responsabilidade técnica.

Na avaliação do CEO, a tecnologia não substitui profissionais; ao contrário, eleva o nível profissional exigido. Isso implica a necessidade de competências industriais robustas conciliadas com capacidade de leitura de dados, visão de processo e aptidão para resolução de problemas. A Sandrini Metalli ampliou o quadro de colaboradores acompanhando a expansão industrial, mas sem recorrer a contratações apenas quantitativas: a organização foi estruturada para reter e valorizar habilidades técnicas e gerenciais.

Retenção de talentos e atração de jovens aparecem como prioridades. Damioli afirmou que a empresa atrai profissionais porque investe, oferece perspectivas concretas e implementa formação contínua e clareza de objetivos. Além disso, novos sistemas de avaliação mais sistemáticos foram iniciados para dar transparência sobre progressão e responsabilidades. 'O clima interno se constrói com coerência e responsabilidade compartilhada: as pessoas ficam quando enxergam estabilidade, crescimento e reconhecimento do próprio contributo', afirmou o executivo.

A transição tecnológica foi descrita como um percurso, não um evento abrupto. A introdução de automação e digitalização ocorreu de forma progressiva, sempre acompanhada de formação técnica e momentos de diálogo interno. 'Explicamos o sentido das escolhas, porque a mudança precisa ser compreendida antes de aplicada', declarou Damioli, reforçando que a transparência é um antídoto essencial contra o desorientamento.

Entre os benefícios concretos relatados estão a melhoria das condições de trabalho, a redução de atividades manuais repetitivas e ganhos em segurança e eficiência operacional. A produção permanece 100% Made in Italy, elemento que o CEO considera diferencial para 2026, quando a empresa pretende consolidar um posicionamento fortemente orientado à qualidade, valor agregado, serviço e proximidade ao cliente.

Na perspectiva do executivo, a combinação de organização otimizada, investimentos tecnológicos e foco em capital humano dá tranquilidade para o próximo ano. 'A solidez do nosso modelo e a atenção à formação e retenção de competências nos deixam confiantes', concluiu Damioli. A apuração in loco e o cruzamento de fontes confirmam que a estratégia da Sandrini Metalli privilegia a integração entre tecnologia e pessoas como eixo central para sustentar crescimento e presença de mercado.