Tor Vergata: 10 anos do desaparecimento de Giulio Regeni — universidades e instituições unidas, diz reitor Levialdi Ghiron
Reitor Levialdi Ghiron (Tor Vergata) destaca união de universidades e instituições nos 10 anos do desaparecimento de Giulio Regeni.
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Tor Vergata: 10 anos do desaparecimento de Giulio Regeni — universidades e instituições unidas, diz reitor Levialdi Ghiron
Roma, 5 de maio de 2026 — Em iniciativa nacional realizada no Auditorium Ennio Morricone da Università degli Studi di Roma Tor Vergata, a comunidade acadêmica e representantes institucionais reuniram-se para marcar uma década desde o desaparecimento de Giulio Regeni no Egito. O evento, intitulado "Le Università per Giulio Regeni", foi promovido pela senadora vitalícia e pesquisadora Elena Cattaneo e contou com ampla adesão da universidade.
“Hoje, infelizmente, celebramos os dez anos do desaparecimento de Giulio Regeni, um evento fundamental para manter o seu lembrança viva e para evidenciar o papel da universidade nessa dinâmica”, afirmou o reitor Nathan Levialdi Ghiron em discurso proferido na Macroárea de Letras e Filosofia. A declaração sintetiza a posição institucional da Università di Tor Vergata sobre a necessidade de preservação da memória e da investigação contínua.
Segundo o reitor, o encontro teve caráter plural e mobilizou “uma multiplicidade de pessoas” tanto do meio acadêmico quanto do ambiente institucional. Em seu pronunciamento, Levialdi Ghiron sublinhou a responsabilidade das universidades na interlocução com a sociedade civil e na formação das novas gerações quanto aos episódios trágicos que marcam a contemporaneidade: “É essencial que nos jovens permaneça viva a lembrança para compreender os eventos dramáticos que também caracterizam a nossa época”.
O tom da iniciativa foi estritamente institucional e voltado à preservação de memória, ao esclarecimento público e ao reforço do compromisso acadêmico com a investigação e os direitos humanos. A programação buscou envolver não apenas estudantes, mas também profissionais, autoridades e o público em geral, num esforço deliberado de ampliar o alcance das reflexões suscitadas pelo caso.
Do ponto de vista jornalístico e de apuração, trata-se de um movimento que combina apuração in loco de responsabilidades institucionais e o cruzamento de fontes para oferecer à sociedade fatos brutos e verificáveis. A adesão da universidade a ações como esta reafirma a função pública do ambiente acadêmico na limpeza de narrativas e na promoção de um debate informado.
Os organizadores enfatizaram também a dimensão pedagógica do encontro. Para Levialdi Ghiron, repetir e institucionalizar esse tipo de iniciativa é atuar diretamente na formação cívica dos estudantes: “Portanto, é fundamental continuar com esse tipo de evento, sobretudo envolvendo não apenas alunos, mas abrindo-os à sociedade civil em geral.”
O memorial em Tor Vergata representa mais um capítulo das ações universitárias que, ao longo da última década, buscaram manter vivo o caso Giulio Regeni nos centros de pesquisa e nos espaços públicos, reforçando o papel das instituições acadêmicas como guardiãs da memória coletiva e promotoras de esclarecimento.
Giulliano Martini — correspondente em Roma. Matéria produzida com cruzamento de fontes institucionais e declarações oficiais divulgadas pela Università degli Studi di Roma Tor Vergata.