Tiziano Treu: contrato para trabalhadores em somministrazione é alavanca para emprego e transições

Tiziano Treu avalia novo CCNL de somministrazione como instrumento inovador que combina flexibilidade, welfare e apoio às transições laborais.

Tiziano Treu: contrato para trabalhadores em somministrazione é alavanca para emprego e transições

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Tiziano Treu: contrato para trabalhadores em somministrazione é alavanca para emprego e transições

Milão, 5 de maio de 2026 — Em discurso na etapa milanesa do Roadshow promovido por Assolavoro, o ex-ministro do Trabalho e das Políticas Sociais Tiziano Treu avaliou o novo Contrato Coletivo Nacional de Trabalho (CCNL) para trabalhadores em somministrazione como um instrumento relevante para o mercado de trabalho italiano. O evento ocorreu na sede da Assolombarda e teve como eixo a análise do acordo renovado em julho de 2025.

Treu classificou o acordo como "muito inovativo" e ressaltou a tradição de contratos coletivos no setor da somministrazione que, na sua visão, têm incorporado institutos modernos. "Uma das razões do sucesso do trabalho em somministrazione é que soube construir contratos atualizados, com institutos novos. Confirma-se, portanto, o consolidamento do instituto", afirmou, segundo o relato oficial do encontro.

O ex-ministro destacou ainda o equilíbrio entre flexibilidade e proteção, definindo o texto como um exemplo de flexicurity: "Usa a flexicurity como se pretendia, misturando bem flexibilidade e segurança". Em particular, Treu apontou que o pacote de welfare previsto pelo acordo está entre os melhores quando comparado ao dos trabalhadores com vínculo tradicional, o que, em sua avaliação, representa um avanço substantivo em termos de cobertura social.

O novo CCNL, de vigência trienal, abrange cerca de um milhão de trabalhadores contratados por meio de agências para o trabalho. O acordo foi assinado em 21 de julho de 2025 por Assolavoro, Cgil, Cisl, Uil e pelas estruturas setoriais Nidil Cgil, Felsa Cisl e UilTemp. Dados apresentados na ocasião indicam que, em média, todos os meses cerca de 500 mil trabalhadores atuam via agências por todo o país; desse total, mais de 147 mil estão na região da Lombardia e aproximadamente 77 mil na área metropolitana de Milão.

Na conclusão de sua intervenção, Treu traçou o papel futuro das agências para o trabalho no redesenho do emprego: "As agências são hoje um ator a pleno título no mercado de trabalho. Estão num contexto em que as políticas ativas funcionam de forma eficaz apenas em algumas regiões, e essas organizações efetivamente desenvolvem políticas ativas: formação direcionada, recolocação e apoio às transições". Segundo ele, esse conjunto de ações coloca as agências como agentes aptos a responder às expectativas de jovens que buscam empregos que estimulem a curiosidade profissional.

Relato técnico, sem floreios: a conclusão do painel reforça que o avanço regulatório no setor da somministrazione combina modernização contratual com instrumentos de proteção social, apontando para um protagonismo renovado das agências na gestão de transições laborais. Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que os números citados pela organização coincidem com registros institucionais recentes, reforçando a dimensão prática do acordo para o mercado de trabalho italiano.