Frana de Petacciato paralisa A14 e linha adriática; escolas fecham em Molise
Frana de Petacciato paralisa A14 e linha adriática; escolas fecham em Campobasso e 60 pessoas foram evacuadas. Monitoramento e reunião no MIT em curso.
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Frana de Petacciato paralisa A14 e linha adriática; escolas fecham em Molise
Petacciato, Molise — A movimentação de um vasto setor de encosta em Petacciato provocou, nesta quarta-feira, a suspensão da circulação ferroviária na linha adriática, o bloqueio de um trecho da A14 e o fechamento de escolas na província de Campobasso. Autoridades classificam a situação como emergência local com reflexos regionais, sobretudo para a Puglia, potencialmente isolada.
O deslizamento, com um frente de aproximadamente quatro quilômetros — considerado o maior em extensão ativo na Europa segundo levantamentos iniciais — forçou a evacuação de cerca de 60 moradores. Evacuados foram alojados em estruturas hoteleiras, residências de parentes e outras instalações disponíveis. A medida preventiva foi acompanhada por ordens administrativas da prefeitura e da prefettura.
O presidente da Região Molise, Francesco Roberti, qualificou o episódio como 'uma emergência nacional' após vistoriar o local acompanhado do prefeito de Petacciato, Antonio Di Pardo. Roberti tem encontro marcado em Roma, esta tarde, na reunião convocada pelo Ministério das Infrastrutture e dei Trasporti (MIT) para avaliar medidas de contenção e assistência.
Equipes da Autostrade per l'Italia mantêm uma task force no local, realizando monitoramento contínuo do frente de escorregamento com o apoio de by-bridge e de um sistema de sensores previamente instalados. A atuação dos sensores permitiu a interrupção preventiva do tráfego na A14, evitando risco imediato às pessoas. Técnicos da RFI (Rete Ferroviaria Italiana) também atuam para avaliar danos e prazos potenciais de reabertura.
Como medida de redução de circulação e impactos à população, a prefettura formalizou, por meio de decreto, o encerramento das aulas em escolas de todos os níveis na província de Campobasso. A Universidade dos Estudos de Molise suspendeu as atividades letivas em todas as suas sedes, embasando-se na ordem da autoridade local e nas condições severas da mobilidade regional.
O colapso de uma ponte sobre o rio Trigno, na estrada estatal SS16, na divisa entre Molise e Abruzzo, já comprometeu uma das vias principais. A sequência de eventos — chuva intensa, queda da ponte e reativação da frana em Petacciato — interrompeu temporariamente a conexão rodoviária e ferroviária entre o norte e o sudeste do país.
Segundo relatos técnicos, nos últimos dias a região recebeu cerca de 200 milímetros de chuva, fator determinante para a ativação de movimentos de massa. Antonello Fiore, presidente da Sociedade Italiana de Geologia Ambiental, destacou que a situação se agrava pela ausência de rotas alternativas viáveis para a Puglia, o que torna o bloqueio particularmente grave para o transporte de pessoas e mercadorias.
Recorde-se que em 2021 a Regione Molise anunciou a abertura de licitação para projetos de consolidação do versante nordeste, com orçamento estimado superior a 40 milhões de euros, destinado ao reforço hidrogeológico a jusante do aglomerado urbano. Técnicos e autoridades agora avaliam urgência e prioridades de intervenção para reduzir riscos futuros e restabelecer a mobilidade com segurança.
O quadro permanece dinâmico: a prioridade das equipes no terreno é estabilizar o fronte franoso e concluir levantamentos técnicos que permitam decidir prazos seguros para a reabertura da A14 e da ferrovia. A apuração in loco e o cruzamento de fontes seguem em curso por parte das agências e das autoridades competentes.