Irmãs desaparecidas: buscas ampliadas ao lago de Barrea; pai denuncia casa‑família por falta de controle

Buscas por duas irmãs desaparecidas focam o lago de Barrea; pai denuncia casa‑família por falta de controle e carabinieri ampliam investigação.

Irmãs desaparecidas: buscas ampliadas ao lago de Barrea; pai denuncia casa‑família por falta de controle

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Irmãs desaparecidas: buscas ampliadas ao lago de Barrea; pai denuncia casa‑família por falta de controle

Prosseguem as buscas pelas duas irmãs desaparecidas há uma semana da casa‑família de Civitella Alfedena (província de L'Aquila), onde estavam acolhidas há cerca de dois anos antes do afastamento. Equipes especializadas, incluindo homens e unidades caninas, atuam em esforço concentrado, com foco especial nas margens e arredores do lago de Barrea. Até o momento não foram realizadas imersões nas águas; nenhuma hipótese está sendo descartada, inclusive a de um gesto extremo.

Hoje cerca de trinta voluntários trabalham ao lado dos corpos de bombeiros nas varreduras que cobrem palmo a palmo todas as zonas do território, sobretudo os locais frequentados pelas adolescentes. As operações concentram‑se em pontos acessíveis e em percursos que as jovens costumavam fazer.

Os carabinieri da companhia de Castel di Sangro, a pedido da Procura de Sulmona, realizaram horas atrás novo e minucioso exame na casa‑família, com atenção especial às câmaras em que as meninas dormiam. Segundo a linha de investigação, as adolescentes teriam deixado a comunidade na noite entre sábado e domingo, provavelmente num intervalo entre as 2h e as 6h.

Imagens de videovigilância instaladas na localidade montanhosa onde fica a estrutura teriam captado o trânsito de veículos naquela faixa horária. Investigadores identificaram ao menos um automóvel considerado suspeito, que pode ter alguma relação com o afastamento.

O pai das adolescentes, Stefano Di Giacinto, denunciou formalmente os gestores da casa‑família, atribuindo‑lhes corresponsabilidade devido, segundo ele, à suposta falta de controles e vigilância. Em sua queixa, o genitor assinala que as jovens teriam saído por uma porta‑janela e que um veículo poderia tê‑las aguardado do lado de fora. As câmeras do município registraram passagens de automóveis entre as 2h e as 5h da madrugada.

A sala onde as meninas viviam foi colocada sob apreensão; os telefones celulares deixados para trás foram recolhidos e entregues ao substituto do procurador do Tribunal de Sulmona, Stefano Iafolla, responsável pelo inquérito em andamento.

Em janeiro, uma carta da mais velha, Alisya, de 16 anos — estudante do instituto turístico de Castel di Sangro, com interesse por dança e criminologia — deixava transparecer angústia: "É triste estar aqui sem vocês... volto a sonhar que ficaremos todos juntos". A irmã, Sara, frequenta a escola média de Barrea e expressava o desejo de ser esteticista.

Fontes judiciais recordam que um Tribunal da Infância havia determinado, há dois anos, o afastamento das menores da mãe, com base em laudos que apontavam condutas maternas consideradas perigosas e inadequadas. O caso segue em investigação, com o cruzamento de imagens, depoimentos e materiais apreendidos, e as forças da ordem mantêm a operação de busca ativa até obter respostas comprovadas. Em nota oficial, as autoridades reforçam o pedido de colaboração cidadã e solicitam que qualquer informação relevante seja imediatamente comunicada às linhas de emergência oficiais.