78,9% dos italianos apoia proibição de redes sociais para menores de 15-16 anos, aponta Eurispes

Eurispes: 78,9% dos italianos apoia banir redes sociais para menores de 15-16 anos; relatório também analisa IA, segurança alimentar e endividamento familiar.

78,9% dos italianos apoia proibição de redes sociais para menores de 15-16 anos, aponta Eurispes

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78,9% dos italianos apoia proibição de redes sociais para menores de 15-16 anos, aponta Eurispes

Relatório apresentado hoje na Biblioteca Nacional de Roma aponta que 78,9% dos italianos são favoráveis a proibir o acesso às redes sociais a menores de 15-16 anos, seguindo modelos já em vigor ou em processo em países como Austrália, França e Espanha. Apenas 21,1% se declararam contra, segundo o Relatório Itália 2026 do Eurispes.

O dado integra um conjunto amplo de análises sobre sociedade, economia e tecnologia. A pesquisa do Eurispes investigou também a aceitação do uso de inteligência artificial para a prevenção da deviança juvenil: as respostas se mostram divididas, com 51,5% favoráveis e 48,4% contrários.

Entre os que defendem o emprego da IA nesse campo, a justificativa mais citada é o receio do aumento da criminalidade juvenil (20,7%), seguida pela necessidade de proteger jovens em contextos de risco (15,7%) e pela crença no potencial tecnológico para fins de segurança (15,1%). Do lado contrário, as principais preocupações são a inadequação da IA para tratar questões tão sensíveis (26%), receios éticos sobre o controle de pessoas (12,3%) e problemas relacionados à privacidade (10,1%).

O relatório consolida ainda dados alarmantes sobre segurança alimentar global. Apesar de haver produção calórica suficiente para alimentar toda a população mundial, cerca de 700 milhões de pessoas passam fome diariamente. Conforme o documento da FAO citado pelo relatório — The State of Food Security and Nutrition in the World, 2025 —, em 2024 cerca de 8,2% da população global (aproximadamente 673 milhões de pessoas) estava desnutrida. Outros 2,3 bilhões viviam sob insegurança alimentar moderada ou grave e 2,6 bilhões não tinham condição de adquirir uma dieta saudável.

O texto do relatório ressalta que a segurança alimentar não é apenas disponibilidade de alimentos, mas inclui acesso econômico, utilização e estabilidade temporal. Em 2024 a insegurança alimentar afetou 26,1% das mulheres adultas contra 24,2% dos homens, com diferenças mais evidentes na América Latina e no Sul da Ásia.

No plano doméstico, o Relatório Itália 2026 descreve o quadro econômico das famílias italianas: 22,1% dos cidadãos solicitaram empréstimo bancário, com 15,2% obtendo resposta favorável e 6,9% negativa. Os que mais recorrem a crédito são as famílias formadas por casal com filhos (25,8%), seguidas por famílias monoparentais (21,3%), pessoas que vivem sozinhas (21,2%) e casais sem filhos (20,3%).

A finalidade mais frequente para pedir empréstimo é a compra da casa (46,3%). Em segundo lugar aparece a necessidade de pagar dívidas acumuladas (29,1%) — um sinal preocupante de que quase um terço das contratações de crédito serve para cobrir compromissos antigos, não para investimentos. Além disso, 20,5% buscaram recursos para liquidar dívidas contraídas com outros bancos ou financeiras. Um em cada cinco cidadãos tomou empréstimo para custear tratamentos médicos (21,6%) ou despesas de cerimônias familiares (20%), enquanto o recurso a crédito para férias permanece menor (12,1%).

O relatório oferece ainda capítulos sobre emprego, políticas sociais e outros indicadores econômicos e sociais — parte dos quais detalham situações específicas, inclusive entre trabalhadores em instrumentos como a cassa integrazione. A apresentação na Biblioteca Nacional de Roma integrou dados e análises que apontam tendências e desafios imediatos para políticas públicas, com cruzamento de fontes e indicadores que permitem um raio-x técnico e objetivo da realidade italiana e das interações com dinâmicas globais.

Apuração e verificação: os números citados decorrem diretamente do Relatório Itália 2026 do Eurispes e do documento da FAO referenciado no relatório. A cobertura desta edição privilegia o rigor na transposição de dados e o contraste entre percepções sociais e indicadores estatísticos.