Schillaci: a partida das listas de espera — 1.700 denúncias e fiscalizações dos NAS revelam falhas na intramoenia

Ministro Schillaci apresenta resultados dos NAS: 1.700 casos investigados, mais de 900 criticidades em intramoenia e 1.930 controles em 2025.

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Schillaci: a partida das listas de espera — 1.700 denúncias e fiscalizações dos NAS revelam falhas na intramoenia

Roma — “Sulle liste di attesa si sta giocando una partita fondamentale, o la vinciamo, o rischiamo di perderla tutti”. A tradução direta do posicionamento do ministro da Saúde da Itália, Orazio Schillaci, define o tom da apresentação pública dos resultados da atividade dos Carabinieri NAS, relatada pelo comandante, general Raffaele Covetti.

Schillaci foi direto: o direito à saúde não é negociável. As listas de espera são uma “questão de honestidade” e exigem “um esforço decidido” das Regiões e dos diretores gerais e sanitários das empresas. Segundo o ministro, os controles dirigidos pelo Ministério começaram em 2023 e somam, até o momento, cerca de 8.000 verifiche sobre o funcionamento dos serviços, sobre os volumes de intramoenia e sobre o recurso aos chamados “gettonisti”.

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Do trabalho de investigação emergiram aproximadamente 1.700 casos que foram remetidos às autoridades administrativas ou judiciárias. Só no último ano, os NAS realizaram 1.930 controles na prestação de consultas e serviços especializados para checar o correto funcionamento dos sistemas de agendamento, a gestão das agendas e as atividades em intramoenia.

Os achados técnicos indicaram irregularidades variadas: acessos abusivos aos sistemas de marcação capazes de alterar ilicitamente agendas, agendas bloqueadas por mau funcionamento dos sistemas informáticos e práticas que alteram a ordenação das listas. Na esfera da intramoenia, os inspetores identificaram mais de 900 criticidades, em especial relativas à gestão das marcações e a volumes de atividade em intramoenia superiores a 50% em relação às prestações que deveriam ser garantidas pelo Servizio Sanitario Nazionale (SSN).

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Segundo o ministro, a norma vigente desde mais de um ano é clara: as prestações em intramoenia não devem sobrepor-se àquelas a cargo do SSN. O cidadão tem o direito de receber a prestação mesmo recorrendo à intramoenia, pagando apenas o ticket quando devido — e nada mais, em caso de isenção — condição que, conforme relatos dos controles, ainda não é respeitada em várias realidades locais.

Schillaci sublinhou o caráter estrutural do problema: as listas de espera existem há pelo menos três décadas e reclamam uma resposta sistêmica, que não se resolve apenas com medidas pontuais. “A gestão das listas de espera não é uma partida a jogador único”, afirmou, lembrando que a responsabilidade está definida no ordenamento e recai, quando o recurso à intramoenia sai do controle, sobre as estruturas aziendali e administrativas competentes.

O ministro resumiu a estratégia do Governo: combinar recursos, uma lei clara e controles contínuos dos NAS para combater práticas que convertem o direito à saúde em privilégio de quem pode pagar ou de quem tem residência em determinadas regiões. A mensagem é técnica e inequívoca: monitoramento sistemático, responsabilização administrativa e judiciária quando necessário, e intervenção sobre a desorganização que alimenta o recurso excessivo à intramoenia.

Dos dados brutos aos prováveis desdobramentos: as próximas etapas incluem a intensificação das fiscalizações, cruzamento de bases informativas entre Regiões e Ministério, e eventuais medidas sancionatórias. A realidade traduzida pelos números impõe um nó decisivo à governança sanitária, e o Governo aposta que a combinação de lei, fiscalização e gestão regional reduzirá irregularidades e ampliará o acesso universal previsto pelo SSN.

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