Mario Adinolfi em prisão domiciliar: acusado de fraude milionária e evasão fiscal
Guardia di Finanza prende Mario Adinolfi; investigação aponta fraude de quase €5 milhões e evasão fiscal de €400 mil envolvendo 'Scommessa Collettiva'.
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Mario Adinolfi em prisão domiciliar: acusado de fraude milionária e evasão fiscal
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: a Guardia di Finanza cumpriu, nesta manhã, a ordem de prisão domiciliar contra o jornalista e líder do Popolo della Famiglia, Mario Adinolfi, no âmbito de investigação por suposta fraude e evasão fiscal. A informação, antecipada por veículos nacionais, foi confirmada por despacho do Ministério Público de Roma.
Segundo a reconstrução formal da procura de Roma, o esquema investigado — identificado pelos investigadores como Scommessa Collettiva — teria gerado um prejuízo “próximo de cinco milhões de euros”. Paralelamente, os peritos apontam para uma evasão tributária estimada em cerca de 400 mil euros, valor objeto de um decreto de sequestro preventivo agora em execução.
As suspeitas são detalhadas no auto: os investigadores atribuem a Adinolfi os crimes de truffa aggravata e continuata (fraude agravada e continuada), esercizio abusivo dell'attività di raccolta del risparmio (captação ilícita de recursos), abusivismo finanziario e omessa dichiarazione dei redditi (omissão de declaração de rendimentos). A ação foi conduzida pela Aliquota della sezione di pg da Guardia di Finanza e pelo Nucleo di Polizia Economico-Finanziaria de Roma, coordenados pelo procurador Maurizio Arcuri e pelo responsável Maurizio Querqui.
As investigações partiram de múltiplas denúncias de participantes que afirmam ter transferido recursos para um “Betting Group” divulgado em redes sociais, descrito como Scommessa Collettiva. Promessas de retornos elevados e garantidos, aliadas à divulgação de algoritmos supostamente infalíveis e de estratégias de aposta indisputáveis, teriam persuadido dezenas de clientes a comprar quotas de participação. Para alguns investidores, o valor repassado superou 100 mil euros.
O trabalho de auditoria das movimentações bancárias do investigado nos últimos cinco anos identificou entrada de recursos superior a 4,7 milhões de euros. Apenas parcela desse montante está vinculada a apostas esportivas; a maior parte, segundo a investigação, foi redistribuída em transferências a terceiros e utilizada para despesas pessoais e aquisições de luxo — entre elas, relógios, lingotes e moedas estrangeiras, obras de arte, embarcações e gastos com viagens.
Em nota, a Guardia di Finanza informa que está em curso o sequestro preventivo de mais de 400 mil euros, medida que objetiva a confiscação, inclusive por equivalente, do suposto provento da evasão fiscal atribuída ao indiciado relativo a um único exercício fiscal.
O episódio integra um raio‑x do uso de plataformas sociais para captação de recursos com promessas de rendimento financeiro elevado, fenômeno que mobiliza o Nucleo di Polizia Economico‑Finanziaria e o Ministério Público por suas implicações penais e tributárias. A investigação segue em curso; diligências adicionais, inclusive pedidos de informação financeira internacional, não estão descartadas.
Os acusados ainda poderão apresentar defesa e requerer medidas cautelares alternativas; o andamento processual será atualizado com base no calendário do Tribunal e nas próximas ações da investigação.
Apuração de precisão, sem ruídos: mantemos acompanhamento contínuo para cruzamento de documentos oficiais e manifestações das partes envolvidas.