Mergulhador militar morre nas Maldivas durante tentativa de recuperação dos quatro italianos

Mergulhador das Maldivas morre por doença da descompressão durante tentativa de recuperar quatro italianos; investigação sobre profundidade de mergulho.

Mergulhador militar morre nas Maldivas durante tentativa de recuperação dos quatro italianos

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Mergulhador militar morre nas Maldivas durante tentativa de recuperação dos quatro italianos

Em uma sequência trágica de eventos nas ilhas Maldivas, um mergulhador das Forças de Defesa Nacionais morreu enquanto participava das operações para a recuperação dos corpos dos quatro italianos desaparecidos no atol de Vaavu. O sargento-mor Mohammed Mahdi foi submetido a tratamento após apresentar sintomas compatíveis com doença da descompressão e não resistiu.

As buscas, retomadas pela manhã após interrupção causada pelo mau tempo, evidenciam a complexidade da operação: equipes maldivianas e especialistas italianos trabalham para localizar e retirar os corpos de Monica Montefalcone, pesquisadora genovesa; sua filha Giorgia Sommacal; e os piemonteses Muriel Oddenino e Federico Gualtieri.

Fontes oficiais informaram que oito mergulhadores maldivianos se revezaram nas entradas da série de cavernas onde os quatro desapareceram. Os primeiros mergulhadores tiveram como tarefa identificar e marcar com precisão o ponto de acesso às grutas. O porta-voz presidencial, Mohammed Hussain Shareef, comunicou que dois especialistas italianos, um em resgate em águas profundas e outro em mergulho em gruta, estão programados para integrar a missão.

O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, classificou a notícia como "triste e chocante" e desejou que "Allah lhe conceda o estatuto de mártir". Em Roma, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, apresentou condolências ao seu homólogo Iruthisham Adam e agradeceu às autoridades locais pela "assistência generosa". A Farnesina recebeu instrução para prestar apoio às famílias das vítimas e aos compatriotas que retornarão ao país.

Além das operações técnicas, a polícia local disponibilizou uma equipe de apoio psicológico para os brasileiros? compatriotas? — correção: para os conterrâneos italianos envolvidos, conforme comunicado oficial. O iate Duke of York, com 25 turistas italianos a bordo — incluindo cinco mergulhadores desaparecidos — chegou a Malé. O Ministério do Turismo e Aviação Civil das Maldivas decidiu suspender, por tempo indeterminado, a licença de operação da embarcação de cruzeiro subaquático enquanto as investigações sobre o incidente prosseguem.

O ponto central da apuração é técnico: as autoridades locais investigam por que o grupo italiano teria descido além do limite legal para mergulho recreativo nas ilhas, fixado em 30 metros. Advogados que representam a família de uma das vítimas, entre eles Antonello Riccio e Gianluigi Dell'Acqua, questionam essa reconstrução. Em declarações públicas, alegaram que os mergulhadores eram profissionais altamente especializados e que o histórico de trabalho de Federico Gualtieri nas Maldivas contraria uma hipótese simplista de erro amador.

Do ponto de vista operativo, o caso levanta questões sobre protocolos de segurança, supervisão das atividades de mergulho recreativo e coordenação entre operadores turísticos e autoridades locais. A ocorrência da doença da descompressão no sargento-mor Mahdi sublinha os riscos inerentes às operações em ambientes subaquáticos confinados, especialmente quando há variações de pressão e múltiplas entradas em cavernas.

Apuração in loco, cruzamento de fontes oficiais e monitoramento das comunicações diplomáticas continuam. O quadro factual permanece em atualização: as autoridades das Maldivas conduzem a investigação administrativa e penal, enquanto os consulados e a Farnesina acompanham o repatriamento e o suporte às famílias.