Milão: juiz confirma prisão de Jefferson Smith, acusado de homicídio perto da estação Certosa

Juiz confirma prisão de Jefferson Smith por homicídio na estação Milano Certosa; defesa nega, investigação aponta envolvimento de gangues.

Milão: juiz confirma prisão de Jefferson Smith, acusado de homicídio perto da estação Certosa

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Milão: juiz confirma prisão de Jefferson Smith, acusado de homicídio perto da estação Certosa

Por Giulliano Martini — Apuração em Milão. O juiz para as inovações penais Sara Cipolla confirmou hoje a convalidação do fermo e manteve a custódia cautelare in carcere de Jefferson Smith Echevarra Verano, o jovem peruano de 19 anos acusado de participação no homicídio de Gianluca Ibarra Silvera, 22, esfaqueado na área da estação Milano Certosa na noite de 22 de maio.

Em ato processual solicitado pelo promotor Elio Ramondini, a medida cautelar foi adotada após o interrogatório do indiciado, realizado na manhã de hoje. Na audiência, Jefferson Smith negou as imputações com veemência: "Não o matei, eu estava no local, mas não sou o assassino. Eu tinha apenas uma pedra na mão, não o apunhalei", declarou ao juiz e às autoridades.

O jovem está formalmente indiciado pelo crime de omicídio agravado, com a acusação de premeditação e pela circunstância da pluralidade de agressori — a investigação aponta para um grupo de até 17 participantes no ataque. Mesmo com a defesa protestando contra a robustez das provas, a magistrada acolheu o pedido do Ministério Público para manter a prisão preventiva.

O advogado de defesa, Stefano Afrune, afirmou que a defesa "toma atto della convalida", mas sustenta que existem "muitos elementos fracos" na reconstrução do Ministério Público. Segundo Afrune, seu cliente respondeu a todas as perguntas, reafirmou a inocência e ofereceu uma versão detalhada divergente da hipótese de "erro de identidade" aventada pelo promotor. A defesa também afirmou que Jefferson admitiu pertencer à facção Latin King, e descreveu o episódio como resultado de um confronto entre seu subgrupo e uma família vinculada à MS13. "Disse que deveria ser uma rixa e que chegou quando a ação já havia terminado", declarou o advogado.

Para o Ministério Público, porém, o quadro fático se apoia principalmente no depoimento do irmão da vítima, um jovem de 20 anos. Segundo essa declaração, o irmão, escondido e atraído pelos gritos, viu a poucos metros o grupo cercando Gianluca Ibarra, fazendo-o cair, golpeando-o com pedras, facas e cacos de vidro. Ainda segundo a testemunha, depois que a vítima virou de posição prona para supina, foi atingida com desferimentos no tronco e nos membros e, ao final da agressão, arrastada por alguns metros até ser lançada em uma estreita e profunda intercapedine.

Até o momento, oito pessoas foram indiciadas no inquérito que apura a ocorrência. A investigação segue em andamento com diligências para confirmação de imagens, exame de material coletado no local e confrontos entre versões. A decisão de hoje fixa, para a fase instrutória, a manutenção da custódia enquanto persistirem os elementos que, na visão do juízo, justificam a restrição da liberdade.

Em resumo: a autoridade judicial confirmou a prisão de Jefferson Smith com base na fundamentação do Ministério Público; a defesa contesta a narrativa e aponta fragilidades probatórias; a investigação continuará com o objetivo de esclarecer responsabilidades no ataque que resultou na morte de Gianluca Ibarra Silvera.

Apuração crua e cruzamento de fontes permanecem em curso. Espresso Italia segue acompanhando e trará atualizações assim que houver novos despachos judiciais ou elementos periciais relevantes.