Morre Paki Canzi, voz dos Nuovi Angeli e autor de 'Donna Felicità' aos 78 anos

Morre Paki Canzi, vocalista dos Nuovi Angeli, autor de 'Donna Felicità'; 78 anos. Legado, carreira e detalhes do funeral em Milão.

Morre Paki Canzi, voz dos Nuovi Angeli e autor de 'Donna Felicità' aos 78 anos

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Morre Paki Canzi, voz dos Nuovi Angeli e autor de 'Donna Felicità' aos 78 anos

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: Paki Canzi (Pasquale), conhecido como a voz à frente do grupo beat I Nuovi Angeli, faleceu aos 78 anos no domingo, 15 de março de 2026. A notícia, confirmada por familiares e por comunicados publicados nas redes sociais da banda, encerra a trajetória de um dos protagonistas da cena pop italiana entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970.

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Nas décadas em que esteve em evidência, Paki Canzi consolidou repertório que atravessou gerações. Entre os êxitos mais lembrados estão Donna Felicità (1971), Ragazzina, ragazzina (1969), Anna da dimenticare, Singapore e Uakadì Uakadù. Com a formação liderada por Canzi, o grupo vendeu cerca de oito milhões de discos, segundo levantamento de discografias e reportagens da época — um indicador do peso comercial e cultural da banda naquele período.

Nascido em Milão, Pasquale Canzi demonstrou inclinação musical desde a infância: estudou piano e frequentou o conservatório. No início dos anos 1960, formou o duo Paki & Paki com Pasquale Andriola, registro inicial que o levou a participar do Festivalbar de 1964. A virada decisiva ocorreu em 1966, quando nasceu I Nuovi Angeli, grupo que contava com Alberto Pasetti, Renato Sabbioni e Ricky Rebaioli ao seu lado.

O pico de popularidade veio em etapas: em 1969, a versão italiana de 'Mendocino' dos Sir Douglas Quintet — rebatizada como Ragazzina, ragazzina — projetou o grupo nas paradas; em 1971, o sucesso de Donna Felicità — composição também assinada por Roberto Vecchioni e Andrea Lo Vecchio — vendeu mais de um milhão e meio de cópias e levou a banda ao topo das tabelas, inclusive com repercussão internacional.

Após a chamada "estação de ouro" nos anos 1970, I Nuovi Angeli passou por diversas mudanças de formação. Canzi permaneceu como referência inalterada: voz, pianista e rosto mais reconhecível nas turnês que mantiveram vivo o repertório consagrado pelo público. Mesmo nos anos recentes, ele seguia se apresentando, dividindo seu tempo entre Milão e Peschiera Borromeo.

Estava programado um concerto para 20 de março de 2026 no Auditório de Bareggio (província de Milão), com participação de Aldo Valente e Marco Bonino — compromisso que não será mais realizado. Mensagens de pesar e lembranças de fãs, colegas e profissionais da música se multiplicaram nas redes sociais desde a confirmação do falecimento.

As cerimônias fúnebres foram organizadas de forma imediata: a capela ardente foi instalada em Vignate (Milão), na estrutura La Vignatese, e o funeral, em forma laica, está marcado para quarta-feira, 18 de março de 2026, às 11h. Em respeito aos fatos verificados, esta reportagem permanecerá atualizada conforme novas comunicações oficiais forem divulgadas.

Raio-x do cotidiano: a história de Paki Canzi é a história de um frontman que ajudou a definir uma era do pop italiano — fatos brutos, discografia e legião de fãs que compõem o legado deixado por um intérprete cuja voz se apagou, mas cuja obra permanece nas trilhas sonoras de várias gerações.

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