Surgem prisões na Lombardia da 'mafia rural' de Corleone: preso o sobrinho de Totò Riina
Carabinieri prendem sobrinho de Totò Riina e outros dois por associação mafiosa; investigação aponta uma 'mafia rural' ativa em Corleone (2017-2023).
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Surgem prisões na Lombardia da 'mafia rural' de Corleone: preso o sobrinho de Totò Riina
Por Giulliano Martini — Em nova operação que reacende a presença criminal histórica na Sicília, os carabinieri da companhia local executaram uma ordem de prisão preventiva emitida pelo juiz de Palermo, Claudia Rosini, a pedido da Procura Distrital Antimafia. Três homens foram formalmente alvo da medida, acusados, a vários títulos, de participação em associação mafiosa.
Os detidos são: Mario Grizzaffi, 60 anos; Mario Gennaro, 54 anos; e Pietro Maniscalco, 63 anos. O nome de maior destaque é o de Grizzaffi, apontado pelos investigadores como sobrinho de Totò Riina e sucessor de comando do mandamento de Corleone após o declínio dos históricos líderes – incluindo o próprio Riina e Bernardo Provenzano, falecido em 2006.
A investigação, conduzida entre 2017 e 2023, permitiu mapear os novos equilíbrios e a cadeia de comando da família mafiosa de Corleone. O inquérito descreve um padrão de atuação descrito pelos investigadores como uma "mafia rural ainda operacional", que utilizava furtos, danos e incêndios deliberados para controlar o território e intimidar concorrentes e moradores.
Segundo o relatório policial, os métodos empregados incluíam furtos e destruição de máquinas agrícolas — inclusive veículos usados por uma cooperativa que opera em bens confiscados à mafia — além de incêndios e extorsões contra comerciantes locais. O propósito dessas ações, explicam os investigadores, era consolidar um poder de controle que permitia ao grupo intervir em disputas privadas, determinar limites de propriedades rurais e influenciar transações de compra e venda de terrenos.
As investigações mostram ainda que cidadãos comuns buscavam a intervenção do grupo para obter autorizações prévias na aquisição de fundos agrícolas ou para resolver litígios privados, o que evidencia um quadro de governança paralela em áreas rurais do mandamento.
Dos seis indiciados inicialmente apontados, três foram alvo da prisão preventiva; para outros três — Giovanni Gennaro, 47 anos, e os irmãos Francesco e Liborio Spatafora, de 77 e 47 anos — o juiz Claudia Rosini rejeitou a medida cautelar, mantendo-os investigados em liberdade.
O procedimento é coordenado pela Procura Distrital Antimafia e representa mais uma fase do combate às estruturas mafiosas que, mesmo após décadas de prisões e confisco de bens, mantêm mecanismos de intimidação e controle social em áreas rurais. A ação dos carabinieri busca desarticular essa capacidade de pressão econômica e social que ainda persiste em Corleone.
Continuaremos a acompanhar o caso com cruzamento de fontes e atualizações oficiais da Procura e das forças policiais.