Professor da Scuola Militare Teulié de Milão é preso por suspeita de abusos sexuais contra alunos
Professor da Scuola Militare Teulié em Milão é preso por suspeita de abuso sexual, concussão e maus-tratos contra alunos; investigação em curso.
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Professor da Scuola Militare Teulié de Milão é preso por suspeita de abusos sexuais contra alunos
Por Giulliano Martini — Em apuração direta de fontes judiciais e policiais, um docente vinculado à Scuola Militare Teulié, em Milão, foi detido hoje pelos carabinieri sob acusações de violência sexual, concussione e maltrattamenti contra alunos e jovens frequentadores da instituição.
A medida de prisão cautelar foi cumprida pela seção de polícia judiciária dos carabinieri em execução de ordem assinada pelo gip de Milão, atendendo pedido da procuradora Alessia Menegazzo. A investigação está sendo conduzida pelo quinto departamento da Procuradoria, especializado em vítimas vulneráveis e em crimes de natureza sexual e de gênero.
Fontes do processo informam que a atuação da magistrada inclui tomando depoimentos na própria escola: nesta manhã a promotora está ouvindo professores e oficiais lotados na instituição, localizada no Corso Italia. Colegas do docente investigado são considerados testemunhas cruciais para o andamento do inquérito.
Em nota oficial, o Procurador de Milão, Marcello Viola, descreveu aos investigadores um quadro de "constantes pressões" praticadas pelo docente sobre os estudantes da escola, fundada em 1802. Segundo o pronunciamento, o suspeito teria se valido da sua "posizione educativa" e, em particular, do papel de membro interno da Comissão do próximo exame de maturità para coagir os jovens.
O relatório da investigação aponta que os estudantes se encontravam em "condizione di assoggettamento psichico", submetidos a um regime de "sopraffazione, vessazione, umiliazione e manipolazione". Nesse cenário, estariam ocorrendo obrigatoriedade de submeter-se a atos de natureza sexual e a compartilhar com o professor detalhes íntimos de suas vidas — elementos que motivaram as imputações por violência sexual e maltrattamenti.
Segundo apuramos, a promotora Alessia Menegazzo considera central para o caso o fato de o professor ser membro da Comissão do exame de conclusão do ensino médio: esse papel institucional, conforme a investigação, teria sido explorado para criar situação de dependência e medo entre os alunos, facilitando a prática dos ilícitos.
O docente, civil em serviço na Scuola Militare Teulié, encontra-se desde então em regime de prisão domiciliar, conforme despacho judicial. Em resposta aos acontecimentos, o Exército Italiano emitiu comunicado afirmando total disponibilidade para colaborar com as autoridades judiciais e manifestando repúdio a qualquer forma de abuso ou comportamento incompatível com os valores institucionais. A nota também ressaltou a história e a missão formativa da escola, reafirmando o compromisso com a ética e a educação das novas gerações.
O caso segue em fase de investigação, com diligências em curso para coletar depoimentos, examinar possíveis vítimas e consolidar o quadro probatório. A dinâmica do inquérito poderá resultar em novas medidas processuais à medida que novos elementos sejam reunidos pela Procuradoria e executados pelos carabinieri.
Esta redação mantém o acompanhamento direto do caso e continuará reportando desdobramentos oficiais, preservando o sigilo e a proteção das eventuais vítimas até confirmação judicial dos fatos.