Ricina em Campobasso: polícia recolherá computadores e celulares da casa em Pietracatella
Investigação em Campobasso: polícia apreenderá eletrônicos da casa onde mãe e filha morreram por ricina; laudos apontam intoxicação aguda.
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Ricina em Campobasso: polícia recolherá computadores e celulares da casa em Pietracatella
Por Giulliano Martini — A investigação sobre a morte por envenenamento com ricina de Antonella Di Ielsi, 50 anos, e de sua filha Sara Di Vita, 15 anos, em Campobasso, avança com nova fase de perícias e coleta de evidências digitais. A Procura de Larino, que coordena as apurações, confirmou que na segunda-feira, 4 de maio, a polícia científica retornará à residência da família em Pietracatella para apreender todos os dispositivos eletrônicos vinculados às vítimas.
A operação está agendada para as 10h e envolverá a remoção de celulares, computadores, tablets e pen drives, entre outros suportes digitais. Os materiais serão remetidos ao laboratório digital da Procura de Campobasso para procedimentos de aquisição forense. Essa etapa seguirá protocolo formal: a transferência e a cadeia de custódia serão consolidadas por um ato processual específico, conforme informado pela equipe de investigação.
Já no mês anterior havia sido apreendido um smartphone pertencente a Alice Di Vita, irmã de 18 anos de Sara, material que permanece sob análise técnica. A repetição das buscas e apreensões demonstra a ênfase dos investigadores em cruzar informações eletrônicas com laudos médicos e vestígios físicos — prática essencial para reconstruir a dinâmica dos fatos e evitar ruídos investigativos.
Entre as novidades do inquérito está a reinterrogatório de Gianni Di Vita, pai de Sara e marido de Antonella. Ouvido novamente como pessoa informada dos fatos pela Squadra mobile, Gianni permaneceu em depoimento por cerca de quatro a cinco horas na manhã de ontem. A Procuradoria segue, por ora, investigando contra desconhecidos por duplo omicídio premeditado.
Em paralelo aos exames periciais, o laudo do médico-legista designado pela Procuradoria, Benedetta Pia De Luca, confirmou sinais que apontam para intoxicação aguda compatível com ricina. Segundo o perito, foram observadas alterações no fígado e no pâncreas compatíveis com quadro tóxico, embora não haja marcadores anatomopatológicos que identifiquem de forma exclusiva a substância. "Somente a conjugação dos resultados toxicológicos, histológicos e dos achados das autópsias permitirá concluir a causa das mortes", declarou o perito após exames no Policlinico di Bari.
Os exames referem-se a lâminas histológicas produzidas a partir das necropsias realizadas em 31 de dezembro e aos exames subsequentes realizados em 28 de janeiro. A investigação técnica, portanto, combina apuração in loco, análise laboratorial e cruzamento de fontes digitais — procedimento que, na prática jornalística e policial, reduz margens de erro e limita conjecturas.
Até o momento, a Procuradoria não divulgou novas hipóteses sobre motivação ou autoria. A operação de apreensão de dispositivos programada para 4 de maio é considerada um passo determinante para a produção de provas digitais que possam esclarecer comunicações, pesquisas e possíveis rastros eletrônicos anteriores ao envenenamento.
Continuarei acompanhando in loco as diligências e o desdobramento dos laudos técnicos para atualização dos fatos brutos, sem especulação e com o cruzamento de fontes que a complexidade do caso exige.