Rogoredo: Peritos encontraram seis celulares na viatura do agente Cinturrino
Seis celulares foram apreendidos na viatura do agente Cinturrino, sob investigação no caso Mansouri em Rogoredo. Perícia e outros policiais investigados.
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Rogoredo: Peritos encontraram seis celulares na viatura do agente Cinturrino
Por Giulliano Martini — A investigação sobre o assassinato de Abderrahim Mansouri avançou com a constatação de que a Polícia Científica analisou e apreendeu seis aparelhos telefônicos no interior da viatura de serviço do agente Carmelo Cinturrino. Entre esses dispositivos está o telefone que, segundo os levantamentos iniciais, o policial portava na noite do crime.
Fontes ligadas às apurações informam que, além dos seis celulares, há vários outros aparelhos eletrônicos sob a guarda da Squadra Mobile, que serão submetidos a perícia aprofundada. O trabalho técnico inclui análise de dados, cruzamento de chamadas, localização e extração de mensagens, procedimentos essenciais para reconstruir a cronologia dos fatos e eventuais vínculos com a praça de venda de drogas em Rogoredo.
Cinturrino permanece detido na penitenciária de San Vittore e aguarda o julgamento do pedido de liberdade domiciliar formulado por sua defesa perante o Tribunal do Riesame. Os advogados pleitearam a concessão de regime domiciliar, argumento que está sendo avaliado nos autos. Enquanto isso, a instrução policial prossegue com a coleta de provas técnicas e o depoimento de testemunhas.
O quadro acusatório contra o agente se agravou com o aprofundamento das investigações. Com base em um volumoso conjunto de testemunhos — sobretudo de frequentadores da praça onde ocorria o tráfico — os investigadores apontam hipóteses de crime que incluem concussão, arresto ilegal, tráfico de entorpecentes, calúnia, agressões, extorsão e falsidade. Trata-se de acusações múltiplas que, se confirmadas, compõem um cenário de colaboração entre agentes públicos e redes de criminalidade local.
Além de Cinturrino, outros seis policiais figuram como investigados no inquérito em curso. As apurações buscam estabelecer o grau de envolvimento de cada um, eventuais cadeias de comando, e se houve práticas sistemáticas de desvio de função ou proteção ao comércio ilegal na área. Investigadores destacam o emprego de técnicas de apuração in loco combinadas ao meticuloso cruzamento de fontes e dados eletrônicos.
Do ponto de vista processual, a análise forense dos aparelhos apreendidos é determinante. Especialistas consultados pelas autoridades trabalham para extrair informações preservando a cadeia de custódia, requisito imprescindível para que as provas tenham validade em eventual ação penal.
Este é o ponto de situação consolidado até o momento: fatos brutos confrontados com provas técnicas. A narrativa será atualizada conforme o Tribunal do Riesame decida sobre o pedido de domiciliar e conforme novas peças periciais sejam concluídas pela Polícia Científica e pela Squadra Mobile.