Perquisições do ROS atingem grupo clandestino 'Squadra Fiore'; ex‑número dois do DIS é investigado por peculato

ROS cumpre perquisições sobre 'Squadra Fiore'; ex‑número dois do DIS, Giuseppe Del Deo, é investigado por peculato de 5 milhões de euros.

Perquisições do ROS atingem grupo clandestino 'Squadra Fiore'; ex‑número dois do DIS é investigado por peculato

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Perquisições do ROS atingem grupo clandestino 'Squadra Fiore'; ex‑número dois do DIS é investigado por peculato

Estão em curso perquisições determinadas pela Procuradoria de Roma no âmbito da investigação sobre a Squadra Fiore, um grupo clandestino que, segundo a apuração, integrava ex‑membros das forças de segurança e teria realizado atividades de dossieraggio. As buscas foram executadas pelos carabineiros do ROS.

O inquérito, coordenado pelo procurador Stefano Pesci, investiga crimes que incluem acesso abusivo a um sistema informático, violações relacionadas à privacidade e exercício abusivo da profissão. Paralelamente, estão sendo realizadas perícias e buscas no desdobramento da investigação que apura truffa (fraude) e peculato atribuídos a ex‑integrantes dos serviços secretos.

Entre os indiciados figura o ex‑número dois do DIS, Giuseppe Del Deo, alvo de suspeita por peculato no procedimento conduzido pela Procuradoria de Roma. No núcleo de apuração que envolve Del Deo — segundo o material probatório — os promotores atribuem apropriação indevida de cerca de cinco milhões de euros quando o investigado estava vinculado à AISI.

Conforme o quadro acusatório, os pagamentos teriam sido canalizados por meio de contratos para a sociedade Sind, então administrada por Enrico Fincati, também sob investigação. Em outro fio do processo, figura como indiciado Carmine Saladino, ex‑dirigente da empresa Maticmind, acusado de fraude.

Os dois filões investigativos apresentam conexões: interceptações telefônicas e telemáticas, nos autos, relacionam episódios da Squadra Fiore a referências a Del Deo, apontando sobreposição de atores e de condutas atribuídas desde 2022. Ao todo, as medidas desta fase envolveram sete pessoas, entre buscas domiciliares e empresariais.

Nesta etapa processual, trata‑se de medidas cautelares e periciais destinadas à recolha de elementos: apreensão de aparelhos, documentos e contratos, além do exame de registros informáticos. Não há, até o momento, sentença condenatória — permanecem em vigor o princípio do contraditório e o direito à ampla defesa.

A execução das perquisições pelo ROS foi realizada com base em mandados emitidos pela autoridade judicial de Roma. A investigação prossegue com o cruzamento de fontes, análise documental e verificação de fluxos financeiros para consolidar a cadeia de responsabilidades.

Informações sobre diligências e indiciamentos serão atualizadas conforme novos atos de investigação sejam formalizados e comunicados. A reportagem realizou o cruzamento de dados públicos e do conteúdo processual disponível para apresentar o raio‑x do caso sem conjecturas.

Por Giulliano Martini, correspondente Espresso Italia — apuração in loco, cruzamento de fontes e fatos brutos.